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domingo, 16 de setembro de 2012

Mitologia Grega - Surgimento do mundo e dos homens


Os gregos acreditavam que a Terra era plana e circular, como um disco. O país ocupava o centro desse disco, onde o ponto central era o Monte Olimpo – residência dos Deuses.

Campos Elíseos - Oeste
Para onde os mortais favorecidos pelos deuses eram transportados sem ter morrido e gozavam de imortalidade.

Hiperbóreos – Norte (Bóreas, o deus do vento norte)
Povo mítico que vivia no extremo norte da Grécia. Era uma nação desconhecida, perfeita, com sol 24 horas por dia.
“Venho de uma terra, numa região banhada pelo Sol. Onde dourados jardins florescem, onde os ventos do norte dormem em calma. E sobre nós jamais sopram”.

Etíopes – Sul
Significa “de rosto queimado” no Grego, representado pela África.

Rio-Oceano – Vinha do leste e circundava toda “ilha grega”. Abastecia o mar e todos os rios da Terra.

O que podemos concluir com essas informações?

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Sol, Lua e as estrelas nasciam do oceano, do Oriente.
“Agora o carro do dia, brilhante,
Lança o seu machado dourado
Na profunda corrente do Atlântico
E o Sol, declinando, envia o seu raio
Para cima, para o polo escurecido,
Rumando para outro alvo
No oriente, onde descansa.”

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A residência dos deuses era no Monte Olimpo, na Tessália.




A entrada era um portão de nuvens guardado por deusas chamadas Estações.

Apenas os deuses entravam ou saiam de lá;

Cada um tinha sua moradia, mas quando eram convocados, todos se encontravam no Palácio de Zeus.

Se banqueteavam com ambrósia e néctar, iguarias e bebidas. Enquanto isso, Apolo, deus da música, tocava sua lira, acompanhado pela voz das Musas.

As roupas e mantos que usavam eram criados por Atena e o arquiteto das casas do olimpo era Hefesto, que também era ferreiro, construtor, armeiro, artista de toda obra do Olimpo.

As casas eram de bronze; para ele, fez calçados de ouro e ferraduras de bronze para os cavalos. Cadeiras e mesas também. E suas servas também eram de ouro.

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O líder, pai de todos os deuses do Olimpo, era Zeus. Mas ele também teve um princípio.
Saturno (Cronus), era seu pai e Réia (Ops) sua mãe. Eles eram Titãs.

Haviam vários titãs no mundo. Os titãs são os deuses mais antigos, cujo poder foi transferido para os outros deuses que vieram depois.

Ofíon e Tia reinaram no Olimpo antes dos deuses gregos, até serem destronados por Cronus.
“E contou como a serpente, a quem chamava Ofíon, com Eurínome foram os que primeiro mandaram no Elevado Olimpo, donde foram expulsos por Cronus”

Cronos não era um deus bonzinho. Cronos era o tempo; e o tempo é a única coisa que devora tudo.


(Goya)

Ele devorou seus próprios filhos. Apenas Zeus conseguiu escapar e, quando cresceu, casou-se com Métis e o ajudou a se vingar de Cronus.

Ela preparou uma bebida mágica, uma poção, para que Cronus tomasse. Réia aceitou entregar a bebida para ele, e isso fez com que ele vomitasse todos seus filhos.

Zeus e os irmãos revoltaram-se contra seu pai e os irmãos de seus pais, os titãs.

Começou o que ficou conhecido como “Guerra Celestial” e os Titãs, após tempos e tempos de batalha foram derrotados e alguns aprisionados no Tártaro, outros receberam condenações diferentes, como por exemplo Atlas.



Assim, com Cronus fora do caminho, Zeus e seus irmãos (Poseidon e Hades) dividiram os domínios.
Zeus ficou com o céu, Poseidon com o oceano e Hades com o reino da morte.

A Terra e o Olimpo eram propriedades comuns.

E como o homem foi criado?

Zeus deu a tarefa de criar os homens e todos os animais para dois titãs, Prometeu e Epimeteu.
Epimeteu encarregou-se da obra e Prometeu encarregou-se da supervisioná-la.

Epimeteu distribuiu os dos de cada animal. Força para o urso, rapidez para a onça, asa para a águia, garras para o tigre, e assim vai.

Mas quando chegou a vez do homem, que ele deixou por último por ser um animal bípede, que anda de coluna ereta, olhando para frente, ele já havia distribuído todos os dons para os outros animais.

Então ele foi pedir ajuda para Prometeu.

Prometeu pensou numa solução. Ele subiu aos céus, no Olimpo e roubou o fogo dos deuses e deu-o aos homens.

Os deuses não gostaram nada disso, porque agora os homens tornaram-se independentes dos deuses. Se eles o castigassem com o frio, o fogo os esquentaria. Eles se protegiam dos animais com o fogo. Eles assavam sua comida. Etc.

Então os deuses decidiram castigar Prometeu e Zeus ordenou que Hefesto o acorrentasse no cume do Monte Cáucaso, onde todos os dias os corvos comiam seu fígado. E todos os dias seu fígado se regenerava.


A Baixa Idade Média

O começo da inversão da Alta Idade Média para Baixa Idade Média:

Em primeira lugar há um contexto de expansão demográfica.
- Epidemias (peste, malária) desaparecem. Por quê? Por causa do isolamento da população em feudos, o que dificultava o contágio.

Em segundo lugar, com o feudalismo cessaram as invasões estrangeiras e as grandes batalhas. Como?
- Guerras tornaram-se menos mortíferas (apesar de constantes).
- Colocava-se apenas algumas centenas de cavaleiros para se enfrentarem.
- Objetivo fundamental não era matar ou destruir o adversário, mas aprisioná-lo para obter um resgate pelo prisioneiro (uma das obrigações do vassalo para com o seu senhor feudal era pagar o resgate deste, caso ele fosse capturado).

Terceiro fator determinante para o surto demográfico foi a abundância de recursos naturais.
- Fertilidade da natureza acabou repondo florestas e pastagens (recursos suficientes para alimentar uma população bem superior à então existente).
- A partir do ano 1000 houve uma suavização do clima europeu, que se tornou mais quente e seco (bom para cultivo de várias espécies locais).

Por fim, o crescimento populacional está claramente ligado às inovações técnicas agrícolas verificadas na época. Surgiram instrumentos de ferro, como o arado, os animais passaram a ser ferrados e ganharam novo atrelamento, os moinhos hidráulicos foram aperfeiçoados. Etc.

Questão: O crescimento demográfico pressionou por uma produção maior e assim surgiram as inovações ou as novas técnicas permitiram uma alimentação melhor e por isso a população cresceu?

Difícil responder essa pergunta. Alguém precisa descobrir isso. Importa-nos saber que a população cresceu.

Em função desses fatores, verifica-se o seguinte:
Anos:

800 --- 18 milhões de indivíduos
1000 -- 22 milhões
1100 -- 26 milhões
1200 -- 35 milhões
1300 -- mais de 50 milhões


- As novas técnicas agrícolas tinham permitido uma significada elevação de produtividade: satisfazia as necessidades de uma população em crescimento e ainda gerava excedente.

Qual as consequências de se gerar o excedente?
(Venda e troca com especiarias, seda, perfumes, etc, não produzidas na Europa... ou seja: comércio)

Nesse processo de expansão do comércio, a Itália saiu ganhando por alguns fatores: localização geográfica (elo de ligação entre Ocidente e Oriente); Veneza e Gênova eram as maiores cidades comerciantes italianas (essas cidades seriam importantes para o financiamento das Cruzadas, pois tinham interesses a defender e estender);

os Teutônicos (liga de comerciantes alemães) também iriam participar da expansão comercial; o maior interesse deles era chegar a Russia e colonizá-los, dominá-los. Afinal, lá era o território dos eslavos... que além de serem pagãos, tinham um nome interpretado como uma predestinação a serem escravos.

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Esse contexto de crescimento demográfico e desenvolvimento comercial seriam fatores que ocasionariam nas Cruzadas - uma série de expedições armadas realizadas pelos cristão contra os muçulmanos.


Começa a surgir também, graças a expansão comercial, uma maior mobilidade social dentro da sociedade europeia. Ela começava a deixar de ser uma sociedade de ordem, em que o indivíduo é de terminada classe, para se tornar uma sociedade estamental, onde ele está em determinada classe.

- A auto suficiência foi se tornando impraticável, cada região passou a se dedicar ao tipo de cultivo ou criação que melhor se adaptava as suas terras, clima, etc. Então passou a ser necessários diferentes produtos ou recursos nas regiões, já que elas se especializavam na produção de um só.

- Com isso, os camponeses que antes nasciam para trabalhar na terra, agora passaram a tern o comércio uma atividade mais compensadora.

- Camponeses começaram a escapar da servidão. O problema é que eles são a base do sistema feudal.

- Claro, nem todos foram bem sucedidos em se tornarem comerciantes e surgiu também grupos marginalizados. Afastados da vida social por não se encaixarem numa norma de comportamento.

Nesta época há dois tipos de marginais: os pobres e os hereges. (O primeiro fornecerá pessoas para Cruzada, o segundo será combatido por ela).

Nas Cruzadas, nem todos tinham o mesmo interesse. Alguns iam só pela novidade ver coisas novas. Outros eram levados pela pobreza, por estarem em situação difícil na sua terra; iam tentar a sorte em outro lugar. Havia ainda os super endividados, que queriam fugir do serviço... cada um com um tipo de interesse.

"As Cruzadas" serão o tema de nossa próxima aula.

domingo, 2 de setembro de 2012

A civilização dos Hebreus - Parte II


- Revisão rápida -

Durante dois séculos os israelitas, por volta de 1200 a.C até 1000 a.C,  os israelitas tiveram que lutar com persistência para se instalar na Palestina.

O sucessor do Moisés, Josué, agrupou os vários clãs em 12 tribos, distribuindo-lhes as terras que conquistavam.

A sedentarizarão fez renascer algumas práticas idólatras entre os hebreus, influenciados pelas antigas populações locais, mas a guerra contra os cananeus e filisteus, fez com que as 12 tribos mantivessem a união política das tribos sob a fidelidade de Iavé.

Surgiram então os juízes, escolhidos pelas tribos para comandar a guerra e preservar a crença num único Deus.

Os mais famosos foram Gedeão, Jefté e Sansão (que liderou os israelitas em vitórias contra os filisteus);  Samuel, o último dos juízes, escolheu Saul para ser o primeiro rei dos hebreus, em 1010 a.C. Foi quando eles constituíram então uma MONARQUIA!

- Revisão termina aqui -

Saul comandou uma ofensiva contra os filisteus, que não deu certo e acabou derrotado com seu exército na Batalha de Gilboé. Ele acabou se suicidando para não cair nas mãos dos inimigos.
Antes disso, porém, deixou a mão de sua filha em prêmio para aquele que vencesse um guerreiro filisteu chamado Golias. David acabou se arriscando e numa pedrada certeira com sua funda, venceu Golias e garantiu seu casamento com a filha de Saul.

Com o suicídio do Rei, David passou a governar a tribo de Judá, em 1006 a.C., e o outro filho de Saul, Isboset, governou o resto de Israel. David e Isboset entraram em conflito até que o segundo foi derrotado e David tornou-se o maior rei da história hebraica.

Comandados por Davi, os israelitas venceram também os cananeus e tomaram a cidade de Jerusalém, que transformaram em sua capital. Davi governou até 966 a.C e morreu por conta da idade e das doenças. Seus últimos anos de governo foram perturbados pela revolta de seu filho, Absalão, que queria o trono... mas quem sucedeu Davi foi seu outro filho, chamado Salomão, que governou de 966 a.C até 933 a.C.

Durante seu reinado, o comércio se desenvolveu extraordinariamente. Fez acordo com os fenícios, exportava seus excedentes para o Egito e os tempos de pobreza tinham passado. Tanto que eles se deram ao luxo de construírem um grandioso templo, o Templo de Salomão.

Lá eles adoravam a Deus com sacrifícios, preces e oferendas. Instituíram diversas festas religiosas: o Sabbat, comemorativo do sétimo dia da criação, a Páscoa, para recordar a saída do Egito; o Pentecostes, para recordar o recebimento das Tábulas da Lei; e a festa dos Tabernáculos (tendas), para recordar os tempos no deserto.

Ao longo de seu brilhante reinado, porém, vieram tempos difíceis porque Israel estava a ponto de se transformar num Estado mercantil, ou seja, surgiriam profundas diferenças sociais entre a população, agravadas pelos impostos, que atingiam as camadas mais pobres. Não havia mais os patriarcas de cada clã para proteger os mais pobres da comunidade... todos dependiam de um único rei.

Aí veio o declínio político...

Quando Salomão morreu, em 933 a.C., as tribos se recusaram a obedecer um único rei, pretendendo voltar ao individualismo tribal.

As tribos de Judá e Benjamin apoiaram o sucesso legítimo de Salomão e constituíram o Reino de Judá, com capital em Jerusalém. As outras tribos formaram o Reino de Israel, com capital em Samaria.



Reino de Israel

O reino de Israel se perdeu sob o governo de Jeroboão, um dos MUITOS filhos de Salomão. Ele aderiu ao paganismo e introduziu deuses com formas de animais para representar Iavé. Mais tarde, ocorreu até uma tentativa de implantar o culto de Baal, deus fenício.

Como isso aconteceu?
Reino de Israel era bem urbanizado e comercialmente desenvolvido, o que permitiu a penetração de cultos estrangeiros.

Contra esses desvios espirituais, levantaram-se os profetas dos quais um dos mais importantes foi Elias. Na bíblia, conta que ele ressuscitou um morto; fez cair fogo do céu (para provar que seu Deus era mais poderoso que os deuses pagãos) e subiu ao paraíso numa carruagem e cavalos de fogo (não morreu, foi arrebatado).

O reino de Israel se enfraqueceu e acabou dominado pelos arameus e depois pelo Império Assírio, em 722 a.C.

Reino de Judá

Eles também não se deram muito bem. Por serem mais pastoris, continuaram adorando Iavé, mas após a queda do Império Assírio, o Egito e a Babilônia passaram a disputar territórios que estiveram sob domínio assírio.

O reino de Judá aliou-se aos babilônios contra os egípcios e foi derrotado. Aí vários deuses penetraram em Judá. Ficou registrado na bíblia a história do Profeta Jeremias, que tentava trazer o povo de volta para o culto de Iavé, mas Judá não recuperou sua independência, nem sua velha religião.
Depois os babilônios, comandados por um homem chamado Nabucodonosor, conquistou Jerusalém em 587 a.C.

Vários israelitas foram enviados para a Babilônia e foram prisioneiros (Cativeiro da Babilônia) durante 50 anos. Já os que escaparam se espalharam pelo mundo, dando início a um movimento conhecido como Diáspora (dispersão).

Em 539, o rei persa Ciro tomou a Babilônia e liberou os hebreus para voltarem à Palestina. Lá eles se reorganizaram, formaram a monarquia e se mantiveram vassalos do Império Persa.

Como o território em que eles ficaram correspondia a antiga tribo de Judá, seus habitantes passaram a ser chamados de judeus.

Conforme os anos se passaram, o povo judeu acabou subjugado também pelos macedônios – logo após a morte de Alexandre o Grande - que proibiram eles de cultuarem Iavé e, mais tarde, dominados pelos romanos...

...que foi o povo que destruiu Jerusalém, o Templo de Salomão e aprisionaram Jesus. Sob o domínio dos romanos que os judeus foram obrigados, mais do que nunca, a se dispersarem pelo mundo.

domingo, 26 de agosto de 2012

Os Fenícios



Fenícios eram povos de origem semita (ou seja, mesma origem cultural dos árabes e dos hebreus.

A Fenícia localizava-se na região do Líbano atual e lá não havia muita terra apropriada para agricultura. 

Devido a isso, eles foram obrigados a dedicar-se predominantemente às atividades marítimas.

As Cidades-Estado da Fenícia

No estreito litoral da Fenícia surgiram várias cidades: Ugarit, Arad, Biblos, Sidon e Tiro.

Eram cidades independentes. Cidades-Estados.

O poder político era quase sempre exercido por um rei, assistido por um conselho de anciãos ou de magistrados escolhidos entre os grandes comerciantes e alguns proprietários agrícolas.

Desse modo, o governo da cidade era controlado diretamente pela oligarquia de comerciantes e proprietários. Por isso nós dizemos que o sistema político dos fenícios era a Talassocracia.

Talasso - Mar / Cracia - Poder

Para os fenícios, o comércio marítimo e a pirataria eram a mesma coisa. Eles frequentemente raptavam e aprisionavam seus fregueses, além de crianças e mulheres e depois os vendiam como escravos. Portanto, praticavam a escravidão.

Religião

Seus cultos religiosos eram realizados ao ar livre, em lugares elevados, como no alto das colinas. Praticavam magia e faziam sacrifícios de animais e até mesmo de seres humanos. 

Cada cidade tinha seu deus protetor - Baal - ou deusa protetora - Baalat.

Baal simbolizava a chuva e a tempestade. Baalat era deusa do mar, filha da Baal.
Adônis - representava o renascimento periódico da vegetação;
Melkart - era o deus patrono da cidade de Tiro.
Eshmun era o deus da cidade de Sídon, deus da cura.
Entre outros...

Os fenícios eram, portanto, politeístas.

História

Os interesses políticos e econômicos particulares dos governos das cidades impediram que os fenícios formasse um Estado Unificado.

As cidades fenícias preferiam aliar-se a Estados mais fortes, como o Egito, dos quais se consideravam subordinados.

As pessoas da cidade de Biblos trocavam muitos produtos com os egipcios: vendiam cedro (madeira) e compravam papiro (planta usada para escrita) - retiravam parte interna do caule, cortava fininho e depois a prensava.



Mas a cidade mais importante era Ugarit, frequentada também pelos cretenses; ela foi tomada pelos hititas em 1400 a.C, e então Sidon se tornou a mais poderosa economicamente durante mais 300 anos, quando foi dominada pelos filisteus (povo que habitava Canaã - segundo a Bíblia, eles fazem parte da linhagem de Cam, filho de Noé e portanto não se tratava de um povo semita, mas a hipótese mais aceita é que se trata de um povo indo-europeu que conviveu durante séculos com os semitas na região conhecida hoje como Palestina).

Tiro tornou-se a mais poderosa cidade da Fenícia então. No século X, fenícios e egípcios estavam em decadência, o que colaborou para que Tiro expandisse seu poder marítimo, que se aliaram aos hebreus, fornecendo-lhes madeira para a construção do Templo de Jerusalém.

Mas aí os Gregos começaram a dominar o mar mediterrâneo e começaram a excluir nossos amigos do lado oriental do Mar. Então eles correram tentar dominar partes ocidentais do Mar e fundaram entre outras pequenas colônicas, Cartago (que é muito importante porque quase destruíram os romanos!)

Daí foi só desgraça pra eles: as outras cidades foram anexadas pelos assírios. Depois subjugadas pelo Segundo Império Babilônico (vamos estudá-los também) e só sobrou Tiro mesmo, sem poder comercializar muito.

Então os fenícios de Tiro se aliaram aos Persas (foram dominados por eles, na verdade), fizeram parte de seus exércitos e passaram pra eles todo conhecimento náutico que tinham.

Em 332 a.C eles terminariam na mão de Alexandre Magno. Só Cartago sobreviveu... por enquanto.

Legado

A principal contribuição dos fenícios para História da humanidade está na invenção do alfabeto.

Por necessidade prática, os fenícios criaram sinais para representar os sons das palavras: 22 sinais gráficos correspondiam a sons de consoantes.

Foi adotado pelos arameus (habitantes da mesopotâmia, que falam aramaico) e pelos judeus. Mais tarde, completado pelas vogais, tornou-se o alfabeto dos gregos.

Os comerciantes marítimos acabaram divulgando essa invenção para as outras civilizações.

domingo, 12 de agosto de 2012

Alta Idade Média - O Império Bizantino

Havia uma antiga colônia grega chamada de Bizâncio. Lá, um homem chamado Constantino, que era imperador de Roma, fundou a cidade de Constantinopla (hoje Istambul), no ano de 330.

Ficava entre a Europa e a Ásia, protegida por altas muralhas e cercada pelas águas do Mar Egeu e Mar Negro.



Por conta dessa localização, a cidade se tornou uma capital ideal. Pq?
Para evitar perigos de guerra. E graças a isso a cidade durou por mais de mil anos, até 1453, quando foi destruída pelos poderosos canhões de Maomé II, construído por engenheiros saxões.

Apesar da onda de bárbaros que assolavam o Império Romano, Constantinopla sobreviveu e representava a síntese do mundo greco-romano e do mundo oriental.

Este lugar seria o Império Romano do Oriente, também conhecido como Império Bizantino.

O Governo de Justiniano

Esse Império atingiu seu máximo esplendor durando o governo do Imperador Justiniano (527-565).

Seu pai, Justino, era general em Constantinopla e através de um golpe militar assumiu o trono. Quando morreu, passou para seu filho, Justiniano.

O que ele fez?

Quando se tornou imperador, ele iniciou sua carreira de legislador e encarregou uma comissão para elaborar livros sobre Direito Romano e leis, que foram reunidas numa obra chamada Corpo do Direito Civil.

Além de legislar, Justiniano também era teólogo.

Muito interessado com os problemas religiosos do seu tempo, procurou unir o mundo oriental e ocidental através da religião. Para isso, ele governou como representante de Deus.

Com a predominância da população grega e asiática em Constantinopla, a religião em bizâncio começou a ficar um pouco diferente da Igreja Católica do Ocidente. Até o Latim foi abandonado, em troca do Grego.

Em alguns lugares do Império Bizantino se assumiu doutrinas consideradas heréticas pelo ocidente, como as dos monofisistas e dos iconoclastas.

Monofisitas: cujos adeptos defendiam que Cristo possuía apenas uma natureza divina, não possuindo natureza humana. Negavam a santíssima trindade.

Iconoclastas: cujos adeptos empenhavam-se em destruir imagens (ícones).

Por isso, os imperadores bizantinos tinham que adotar uma política de intervenção nos assuntos eclesiásticos para que a coisa não saísse do controle.

Isso se chama cesaropapismo: a supremacia do imperador sobre a Igreja.

Mais tarde, essas profundas divergências entre o cristianismo ocidental, orientado pelo papa, e o cristianismo peculiar do Oriente, cujo maior expoente era o patriarca de Constantinopla, culminaram no rompimento da Igreja Bizantina com a Igreja de Roma. 

Surgiu assim a Igreja Ortodoxa Grega, subordinada ao Patriarca de Constantinopla, e a Igreja Católica Apostólica Romana, dirigida pelo Papa. Esse acontecimento ficou conhecido como Cisma do Oriente, em 1054.

Além disso, Justiniano estabeleceu paz com seus inimigos fronteiriços, como os Persas, por meio de acordos. Daí voltou seu exército para o Ocidente, para retomá-lo.

Mas eles se deparariam, nos anos posteriores ao governo de Justiniano, a um grupo que também estava avançando em direção ao Ocidente: os árabes.

domingo, 5 de agosto de 2012

Macedônia - Parte I

Os macedônios habitavam o norte da Grécia e eram considerados bárbaros pelos gregos.

Estavam rodeados de outros povos humanos que os ameaçavam.



Uma nobreza territorial concentrava o poder e dominava a organização política da Macedônia.

Sua economia era essencialmente agrária e atrasada. Não tinham saída para o mar, o comércio era fraco. Eles usavam os portos gregos para repassar suas produções.


A organização da Macedônia por Filipe II

Interessa-nos o período em que Filipe II governou. Antes disso, porém, ele viveu em Tebas. Tinha ido pra lá por conta de uma promessa de ajuda militar feita aos tebanos pelos macedônios durante o período em que Tebas estava no auge.

Nesse período que ele ficou por lá, ele aprendeu sobre a vulnerabilidade dos Estados gregos, enfraquecidos pelas guerras e percebeu a melhor maneira de conquistá-los.

Aprendeu sobre o exército tebano, sobre suas armas (as longas lanças de madeira introduzidas pelo estrategista Epaminondas), etc.

Em 356 a.C, Filipe II assumiu pessoalmente o poder da Macedônia.

Sua primeira medida foi confiscar as terras dos grandes nobres e distribuí-las entre os milhares de camponeses.

Ganhou apoio dos camponeses - que foram incorporados ao exército, armados de escudos e grandes lanças - e diminuiu o poder da nobreza.

Em um lugar conhecido como Monte Pangeu, foram encontradas minas de ouro, que ajudou a política de expansão territorial que o Filipe queria começar.

Dominou vários territórios (colonias) que pertenciam à Atenas.

Filipe era um grande diplomata e ia ganhando adeptos sutilmente. Apenas um homem, chamado Demóstenes, alertava as pessoas de que os macedônios não eram confiáveis. Ele fazia discursos na Eclésia de Atenas para alertá-los. Esses discursos ficaram conhecidos como Filípicas.

Acontece que quando os atenienses tomaram consciência do perigo anunciado por Demóstenes, já era tarde demais.

Na Batalha de Queronéia, em 338 a.C., os exércitos macedônios derrotavam atenienses e tebanos; para em seguida tomar toda Grécia.

Muito esperto, ao invés de forçá-los a obedecer a macedônia como Filipe queria, ele respeitou a autonomia de cada Estado e preservou suas instituições.

Assim, ele reivindicava o direito de chefiá-los e, melhor, de organizá-los para enfrentarem os persas. Chegou a se tornar líder de uma liga militar - a Liga de Corinto.

Sob o comando de Parmênion (um general macedônio), gregos e macedônicos marchavam em direção a Ásia quando...

...a filha do Filipe II estava se casando e um aristocrata, furioso com Filipe II por conta de ofensas, o apunhalou e assassinou!

Quem foi o mandante do crime? Os nobres que haviam perdido o poder? As cidades gregas que queriam recuperar a independência? Alexandre, seu filho, para que pudesse subir ao trono? Ainda não sabemos ao certo.

Sabemos, porém... que Alexandre Magno tornou-se o rei da Macedônia. E sabemos também que foi um dos maiores líderes que a humanidade já conheceu!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Egito Antigo - Parte III (Médio Império)

Ao longo do período conhecido como Médio Império (2000 a.C - 1550 a.C), os faraós conseguiram se fortalecer novamente seu poder político porque partiram para o conflito militar.

Como? Eles permitiram o ingresso, no exército, de pessoas das camadas inferiores e graças a isso formaram um grande grupo de combatentes. Fizeram conquistas na região da Palestina e na Núbia (região do Nilo atualmente partilhada entre Egito e Sudão).

Na Núbia descobriram minas de ouro e na Palestina, minas de cobre. Metais que além de enriquecerem o Estado, incrementaram a produção de armamentos.

Durante o Médio Império aconteceu um evento interessante e que nós veremos novamente mais tarde: entre 1800 e 1700 a.C. chegaram ao Egito os hebreus.

Mas foram os hicsos, um povo asiático vindo do oriente médio. Sua região de origem havia sido atingida por uma seca, então eles migraram atrás de novos lugares. O Nilo parecia adequado a eles.

E eles dominaram a região do delta e ficaram por lá durante os anos de 1750 até 1580 a.C.




O êxito dos hicsos no controle dessa região se deu em parte ao uso do cavalo e dos carros de guerra, que os egípcios não conheciam. Além disso, lembre-se: os faraós estavam tentando recuperar seu poder. A situação era um tanto caótica com os nomarcas.

Por volta de 1580 a.C, durante o governo do faraó egípcio Amósis I, os conflitos militares contra os hicsos se intensificaram. Porque se tratava de uma briga generalizada. Ao norte estavam os hicsos, enchendo o saco. Ao sul estavam os núbios, que brigavam para recuperar suas terras.

Apesar disso, como eu disse no começo, os faraós reuniram um exército gigante, recrutando pessoas de todas as camadas, e conseguiram instaurar uma nova fase na história do Egito, conhecida como Novo Império (1580 a.C - 1085 a.C).

terça-feira, 19 de junho de 2012

As invasões bárbaras


No século V, o Império Romano do Ocidente estava chegando ao fim.

Um dos mais importantes motivos que contribuiu para a ruína do Império foram as invasões bárbaras. Mas estes não teriam causado tantos estragos se não fosse a fraqueza dos romanos e a incapacidade de defender suas fronteiras.

O legal é que essa onda bárbara na Europa foi motivada pela pressão dos hunos sobre esses povos. Sabe quem são os hunos?

Os hunos foram um povo oriental, originário da Mongólia, que chegou na Europa em 375 numa avalanche de dominação. Eles eram guerreiros, montavam pequenos cavalos e usavam enormes arcos. Era ótimos de pontaria, mesmo montados e por isso eram tão temidos. Eles passaram pela China, pelo norte da Índia, chegaram as planícies da Ucrânia.

Outra coisa que influenciou os bárbaros eram a busca por terra férteis para agricultura e o Império tinha muitas.

Esses bárbaros empurrados pelos hunos eram boa parte de origem germânica. Os povos que mais contribuíram para o fim do Império foram os seguintes:

Visigodos; Ostrogodos; Suevos; Alanos; Vândalos; Alamanos; Burgúndios; Anglos e Saxões



Vamos falar sobre os visigodos:
Com medo dos hunos, os visigodos pediram autorização para se estabelecerem dentro do Império Romano. O Imperador de Roma, Valente, concordou e permitiu que eles ficassem na Macedônia. Tornaram-se aliados, encarregados de proteger as fronteiras contra os hunos.

Por sorte, os hunos não vieram e os visigodos começaram a se expandir naquela região. Então o Imperador Valente quis expulsá-los, mas acabou morrendo na luta que ficou conhecida como Batalha de Andrinopla, no ano de 378.

Teodósio então subiu ao poder em Roma e para acalmar os visigodos, o imperador deu a eles terras. Ao rei dos visigodos, deu-lhe um título de Mestre de Infantaria e aí sim os visigodos ficaram satisfeito e os confrontos cessaram e passaram a ajudar os romanos contra invasão de outros bárbaros, como os vândalos.

Teodósio governou até (378 até) 395 e antes de morrer dividiu o Império Romano em duas partes: Império Romano do Ocidente e Império Romano do Oriente.

No oriente a capital era Constantinopla; Milão era no Ocidente. Seus filhos ficaram nos cargos administrativos: Arcádio no Oriente e Honório no Ocidente.

Foi uma divisão administrativa, não política. Tava difícil tomar conta de tudo, então ele julgou que fosse melhor dividir: o Império continuaria um só, mas com duas capitais e dois imperadores. A idéia é que eles se unificassem novamente depois que o perigo passasse.

Mas aí... aí os visigodos viram a chance de tomarem tudo pra eles e começaram uma grande invasão! Cercaram Constantinopla, mas o imperador Arcádio era muito bom e conseguiu desviá-los para o Ocidente, permitindo que eles ficassem numa região entre os dois impérios que estava sendo disputada entre os dois imperadores. (Ilíria)



Aí, em 402, Alarico tentou invadir a Itália e depois de vários confrontos, derrotas e vitórias, eles finalmente alcançaram Roma. Capturaram a irmã do imperador que fugiu, chamada Placídia, mas morreu pouco tempo depois.

Então o cunhado de Alarico, Ataulfo, se casou com a Placídia e tornou-se o chefe dos visigodos.
Mas Honório ainda era o imperador do Império e disse para Ataulfo que eles restabeleceriam aliança se os visigodos o ajudasse na luta contra os bárbaros que estavam na Península Ibérica, os vândalos, alanos e suevos.

Eles toparam, saíram da região em que hoje é a Itália e tornaram-se novamente aliados de Roma. Partiram para guerra e tomaram toda Península Ibérica e o sul da Gália e fizeram sua capital em Toulose, cidade que hoje é francesa.



Assim nasceu o Reino Visigótico, que durou pouco menos de 100 anos, quando os francos os dominaram em 507.

Outros Grupos Bárbaros


Os vândalos, suevos, alanos atravessaram a fronteira do Danúbio em 406 e invadiram o Império, liderados por Radagásio. Foram até a África e fizeram o Reino dos Vândalos, com a capital em Cartago, sob a chefia de Genserico.

Os búrgundios ocuparam o vale do rio Ródano (que hoje passa pela França) e fundaram o Reino dos Burgúndios, em 443. Fixaram sua capital em Worms.

Os anglos, saxões e jutos se estabeleceram na Bretanha, onde formaram vários reinos.

Na Gália do norte, ficaram os francos sálios ("francos do Sal", porque viviam próximo da foz do Reno, onde a água era salvada) e francos ripuários (do latim medieval ripuarii, significa "margem do rio"). Eles viviam à margem do Médio Reno.

Em 451, os hunos - há muito estabelecidos na Panônia - parte ocidental da Hungria e oriental da Áustria, avançaram contra o Ocidente. Foram vencidos pelos visigodos e pelos romanos numa luta na Gália. Com o que sobrou de suas forças, o rei dos hunos, conhecido como Ática, invadiu a Itália e chegou às portas de Roma. Então, recebeu um resgate do Papa Leão I para não saquear a cidade. Ele aceitou e retornou à região da Panônia e morreu por lá. Dizem que de causas naturais, porque ele já teria entre 50 e 60 anos. A partir daí os hunos se dispersaram.

Assim, percebemos que de todo Império Romano do Ocidente, apenas a Itália estava sob controle dos romanos. O restante do Império, mandavam os bárbaros reconhecidos como aliados.

Em 476 o Império Romano ruiu por completo.




segunda-feira, 11 de junho de 2012

Egito Antigo - Parte II (Pré-dinástico e Antigo Império)

A história do Egito é dividida em três partes: O antigo império, o médio império e o novo império!
Vamos começar com o Antigo Império, que foi de 3200 a.C até 2000 a.C.

O Estado se estruturou a partir das diferenças sociais no interior das aldeias agrícolas, os conflitos nos nomos e entre os nomos, e as atuações das novas elites locais.

Isso fez gerar dois reinos: o reino do Alto Egito, localizado ao sul do Nilo e o do Baixo Egito, ao norte, por volta de 3500 a.C. Esse período é conhecido como período Pré-Dinástico.





 - Coroa branca do Alto Egito


 - Coroa vermelha do Baixo Império



Mas vamos dar um salto para o ano de 3200 a.C, quando um governante chamado Menés (ou Namer – muitos historiadores consideram Menés e Namer a mesma pessoa), governante do Alto Egito, impôs a unidade como faraó de todo o Egito, tornando-se o governante do primeiro Estado unificado da história, subordinando diversos nomos!

Como? Ele teve o trabalho intenso de pacificar a galera dos dois lados, do alto e baixo Egito. Muito espertão, ele propunha que seus nobres se casassem com a nobreza do baixo Egito. Ele mesmo se casou com uma princesa do baixo Egito, a fim de mostrar a união de ambos os lados.

Seu plano era simples: mostrar que nenhum lado era melhor que o outro e que juntos eles seriam muito mais fortes. Estamos falando dos primeiros passos para unificação, o território não foi totalmente pacificado, mas as bases para um Estado unificado estava lançada!


 - Coroa da Unificação do Alto e Baixo Egito



Os nomarcas, convertidos em representantes do poder central nessas comunidades, administravam diversas aldeias e pequenas cidades, cuidando da coleta dos impostos e da aplicação das determinações estabelecidas pelo faraó.

Foi a partir disso que iniciou-se o chamado Período Dinástico da história egípcia.


Dinastia = sucessão de soberanos pertencentes a uma mesma família.


Foram 31 dinastias no Egito. Mais de 300 faraós.


Cronologia de Dinastias: http://antigoegito.org/?p=116


O Antigo Império (3200 a.C. - 2000 a.C)

Foi durante esse período que houve urbanização no Egito, com várias construções arquitetônicas importantes.

Um dos grandes soberanos, chamado Djoser - da terceira dinastia, que viveu entre 2800-2600 A.C - construiu as famosas pirâmides escalonadas.





Também surgiram as grandes pirâmides de Gizé poucos anos depois, que servira de túmulos dos faraós da quarta dinastia egípcia: Quéops (maior de todas), Quéfren e Misquerinos.


Levou mais de 20 anos para serem construídas e são as mais famosas pirâmides do Egito.





Algumas pessoas defendem que as pirâmides tem esse formado porque simbolizam uma seta que aponta para o céu. Coisa que está em várias culturas, mesmo quando elas não tiveram comunicação alguma e pode ser interpretada como uma maneira de representar a vontade humana de se comunicar com os deuses.


Algumas esfinges egípcias também fazem parte das construções do Antigo Império.


Elas eram consideradas belas artes arquitetônicas. Elas possuem corpo de leão e cabeça de humano, geralmente de faraós. Tinha esfinges com cabeça de carneiros, falcões ou humanos (no caso dos faraós).


Eram consideradas pelos antigos egípcios como guardiãs de um determinado local. As menores serviam como decoração para o interior de alguns templos ou moradias. Simbolizava proteção, como é até hoje algumas estátuas em determinadas crenças.


A mais famosa das esfinges é a do complexo de Gizé e o rosto dela é atribuído ao faraó Quéfren também. Tem quem defenda que essas esfinges foram construídas antes, mas como se trata de coisas muito antigas, ninguém sabe datar exatamente.






Sabemos pouco desse período, apenas desses progressos e da estabilidade política que houve. Ou seja, sem guerras ou grandes problemas. Acontece que, a partir de 2200 a.C, houve um período de desordem e enfraquecimento do poder central no Egito.


As cheias do Nilo diminuíram, menos comida foi cultivada e a burocracia estatal estava gerando custos demais. A fome e a vida boa das camadas mais altas resultaram em diversas revoltas populares.




Aí os nomarcas ganharam maior importância e até o ano 2000 a.C, o período era conhecido como "período feudal egípcio", marcado pela luta acirrada entre os nomarcas e as inúmeras revoltas sociais. As primeiras conhecidas da história. E esses nomarcas lançaram o país numa grave crise.




Mas perto do século XX a.C, teve início uma luta contra os nomarcas que acabou restabelecendo o poder do faraó e a unidade do Império e uma capital surgiu, Tebas, e junto com ela um novo período para história do Egito, conhecido como Médio Império, que vai de 2000 a.C até 1580 a.C).

domingo, 3 de junho de 2012

Egito Antigo - Parte I

O período Neolítico foi marcado pela transição do coletivismo do período pré-histórico à verdadeira noção de propriedade dos tempos históricos.

Foi a transição das aldeias e vilas para as cidades para mais tarde essas cidades tornarem-se Estados.
A produção de grãos deu origem ao celeiro, e este, por sua vez, originou uma muralha de proteção.

Logo foi preciso formar-se um exército para defender o celeiro. Com isso, surgiu o poder para controlar o excedente e a figura do administrador, ao qual cabia fixar os impostos e registrar os sacos de trigo produzidos.

Enquanto isso se erguia templos e palácios. Não estamos mais na “Pré-História”.

As aldeias e vilas neolíticas, especialmente onde havia agricultura intensa, evoluíram para a formação de cidades e resultaram na formação das primeiras grandes civilizações da humanidade.

Nos vales de importantes rios floresceram grandes culturas, como a mesopotâmica, entre os rios Tigre e Eufrates; a egípcia, no rio Nilo; a indiana, no rio Indo; e a chinesa, no rio Amarelo.

Para o progresso econômico dessas sociedades, muita mão-de-obra escrava foi utilizada! Foi na antiguidade que surgiu o “modo de produção escravista”.

Entre as primeiras civilizações que aplicavam esse modo de produção escravista, estava o Egito.

Situado no nordeste da África, numa região predominantemente desértica, a civilização egípcia desenvolveu-se no vale do Nilo, um lugar muito fértil, e se beneficiou de seu regime de cheias.




As abundantes chuvas que caem durante certos meses na nascente do rio, ao sul do território egípcio, provocam transbordamento de suas águas. Essas cheias, quando voltam a ocupar seu leito normal, deixam as margens férteis para agricultura.

Esse quadro favoreceu o surgimento das primeiras aldeias neolíticas no vale do Nilo, constituindo-se os nomos, comunidades autônomas que desenvolviam uma agricultura rudimentar e eram chefiadas pelos nomarcas.

O crescimento da população, o aprimoramento agrícola e a produção de excedentes logo possibilitaram o nascimento das primeiras cidades e assim o Egito ficou muito marcado pelas grandes obras públicas (palácios, templos, pirâmides, canais de irrigação)!

A civilização egípcia contava com um Estado despótico. Déspota é aquela pessoa que governa conforme lhe dá na telha. Ele exige obediência de todo mundo!

A organização das atividades produtivas era uma atribuição do Estado.

Cabia à população camponesa, subjugada ao poder do faraó, pagar impostos sob a forma de produtos ou trabalho. Isso é o que nós chamamos de servidão coletiva.

Assim o Estado apropriava-se dos excedentes da produção.

Na época das cheias do Nilo, quando a atividade agrícola era suspensa, os trabalhadores eram geralmente requisitados pelo Estado para trabalhar nas obras de construção de diques, canais de irrigação, templos, palácios, etc.



A partir dessas coisas, nós podemos organizar a estrutura social do Egito da seguinte maneira:
Acima de todos estava o Faraó e sua família;

Mas antes, devemos ressaltar uma coisa muito importante:
Comparado com a maioria das outras culturas da mesma época, a sociedade egípcia era mais "liberal" (cuidado com o anacronismo) e nem todos os oficiais de alta patente vinham de uma classe nobre. Um homem que nascia em uma posição inferior, poderia subir para uma grande posição.
(informação retirada de: http://antigoegito.org/?p=75)



Logo abaixo vinha a aristocracia privilegiada constituída por sacerdotes, funcionários do Estado (burocratas e militares) e nobres, descendentes das grandes famílias dirigentes dos nomos;

Entre os burocratas destacavam-se os escribas, funcionários responsáveis pela contabilidade e supervisão da organização administrativa;

Os soldados: Essa classe, segundo alguns estudiosos era pequena. A principal função dos soldados era de garantir a segurança do território egípcio e de escoltar expedições. Posteriormente o exército e a tecnologia em combate foram aumentando.



Os Artesãos: Essa classe é formada por pessoas com habilidade em todo o tipo de artesanato. Alguns trabalhavam em aldeias e produziam artefatos para o comércio local. Já os mais habilidosos, eram convocados a trabalhar para o faraó ou para a classe da nobreza.

Na base da sociedade egípcia, estava a ampla massa camponesa e alguns escravos, prisioneiros de guerra. Os camponeses eram a classe  formada pela maior parte dos antigos egípcios. Eram pessoas que trabalhavam nas lavouras para o faraó e para os nobres. Uma parte do que era recolhido ficava para os camponeses, porém a prioridade era sempre dos donos das terras. (nobres ou faraós).


Já no caso dos escravos existe uma curiosidade: Há uma divergência entre os estudiosos se havia ou não escravos no antigo Egito. Quer dizer, todos admitem a existência de escravos, mas uns dizem que eram pouquíssimos e outros defendem o contrário.



A maioria argumenta que havia escravos sim, aos montes, tanto que é o que está nos livros de história, mas como os escravos eram conquistados? A partir de guerras.


Acontece que em toda a história egípcia, poucas foram as guerras se comparadas a outras civilizações. Por isso essas questões.


A sujeição desses grupos era conseguida graças à repressão e as características da cultura egípcia, visto que a religião para eles era muito importante e promovia a preservação da ordem existente.

A religião ela estava totalmente ligada aos aspectos da vida pública e privada do antigo Egito. Cerimônias eram realizadas pelos sacerdotes a cada ano para garantir a chegada da inundação, e o rei agradecia a colheita às divindades.

Haviam oráculos dos deuses que desempenhavam o papel importante na solução de problemas políticos e burocráticos e eram também consultados pelos homens do povo antes de tomarem decisões de algum peso.

A medicina era praticada pelos religiosos, envolvia magia e religião.

As pessoas usavam amuletos e outras proteções mágicas.

O próprio faraó era considerado um deus e por isso todos o obedeciam.

Por essas e por outras, a religião pesava muito na vida social no Egito. (Guardar essa informação)

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A civilização dos Hebreus - Parte I





A civilização hebraica se desenvolveu na antiga Palestina e era cortada pelo rio Jordão, que fazia dos lugares próximos ao rio uma área muito fértil e favorável a prática agrícola e a sedentarização da população.

Já o resto era montanhoso, seco, pobre e era ocupado por vários grupos nômades que se dedicavam ao pastoreio.

Essa terra era conhecida como Canaã, devido seus primeiros habitantes, os cananeus, que chegaram à Palestina antes de 2000 a.C.

Tanto os cananeus quanto os hebreus eram de origem semita.

Semita é a denominação moderna dos descententes de Sem, que é mencionado no Antigo Testamento como filho primogênito de Noé. São os judeus.

Para os historiadores descobrirem sobre uma civilização tão antiga, usaram como fonte de estudo a Bíblia, porque a primeira parte dela (Antigo Testamento) mostra alguns elementos morais e jurídicos dos hebreus, algumas narrativas históricas e os valores religiosos. A Bíblia serviu também para guiar alguns arqueólogos para comprovar as coisas escritas no livro sagrado.

Religião e História caminham juntas no caso dos hebreus e não por acaso seus principais personagens e feitos estão normalmente envoltos de coisas sobrenaturais.

Existiam várias tribos semitas que se distribuíram por todo esse território e que guerreavam entre si atrás de escravos e terras.

Os hebreus eram um desses grupos e quando chegaram a Palestina teve início a disputa pelo domínio da região, que antes era dominada pelos cananeus e os filisteus.

Eles se organizaram em grupos familiares patriarcais (do grego pater) e seminômades. Estava iniciando as atividades agrícolas e pastoris.

O primeiro grande líder hebreu, segundo o Antigo Testamento, foi Abrãão. Originário da cidade de Ur, é considerado o primeiro patriarca hebreu.

Dirigindo-se à Palestina, Abraão anunciava uma nova cultura religiosa, monoteísta, que mais tarde cimentaria a unidade dos hebreus: estes acreditavam que Abraão recebera de Jeová (iavé), a promessa de uma terra para ele e seus descententes, que correria “leite e mel”.

Depois de Abraão, seus filhos Isaac – aquele que Abraão sacrificaria, filho da Sara -, e Jacó – mais tarde chamado de Israel - lideraram as tribos hebraicas.

Jacó deixou doze descendentes, que deram origem às doze tribos de Israel, que rivalizavam o território entre si e travavam sérios conflitos por isso.

Esses conflitos, mais as dificuldades econômicas fizeram com que muitos hebreus partissem para o Egito, onde permaneceram por muito tempo. O faraó os aceitou, porque eles produziam em suas terras e ainda as protegiam de invasões.

Mas depois de vários anos, os faraós começaram a praticar uma política xenófoba e acabou escravizando o povo hebreu.

A resistência hebraica à escravidão encontrou força na identidade religiosa monoteísta e para poderem se libertar da opressão egípcia, os hebreus empreenderam o Êxodo, liderados por um cara chamado Moisés e após perambularem durante quarenta anos pelo deserto, conseguiram retornar à Palestina.



Durante essa permanência no deserto, conforme conta a Bíblia, Moisés recebeu de Deus, no monte Sinai, os Dez Mandamentos, que eram um conjunto de determinações para a vida que os hebreus deveriam seguir.



Dessa forma Moisés avançava na unidade e coesão do povo israelita, acrescentando à sua chefia religiosa, política e militar, a autoridade jurídica. 


Depois de Moisés, que morreu antes de ver a terra prometida, veio a vez de Josué, que era ajudante de Moisés, e ele liderou o povo na conquista das cidades-estados da terra de Canaã, dentre as quais a mais importante foi a cidade de Jericó, que ficava as margens do rio Jordão.

Para que eles dominassem todo território, eles tinham de organizar um exército poderoso e para isso nomearam juízes para serem líderes militares.

Dentre esses chefes militares, se destacaram Gideão, Sansão e Samuel.

Esse último, em especial, buscou pôr fim às divergências tribais, visando à unidade política entre as doze tribos, o que só se concretizou com o seu sucessor...  Também conhecido como Rei Davi.

Antes de Davi, um cara chamado Saul tornou-se o rei hebreu. Mas esse rei não teve muito sucesso contra os inimigos e acabou se suicidando.

Antes disso, porém, deixou a mão de sua filha em prêmio para aquele que vencesse um guerreiro filisteu chamado Golias. David acabou se arriscando e numa pedrada certeira com sua funda, venceu Golias e garantiu seu casamento com a filha de Saul.

Com o suicídio do Rei, David passou a governar a tribo de Judá e o outro filho de Saul, Isboset, governou o resto de Israel. David e Isboset entraram em conflito até que o segundo foi derrotado e David tornou-se o maior rei da história hebraica.