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domingo, 16 de setembro de 2012

Açúcar e escravidão (Pacto Colonial)

O que é pacto colonial?

A economia da América colonial portuguesa deve complementar a metrópole. Ou seja, ela deve produzir aquilo que Portugal não produz.

Isso era necessário para que Portugal não ficasse para trás nas disputas das potências mundiais.

Ainda não havia sido encontrado ouro no Brasil, e para Portugal ter lucros, era preciso encontrar fontes alternativas de produção.

O pau-brasil tinha uma comercialização limitada e sua exploração era costeira. Não levava os colonos ao povoamento do restante territorial.

Isso tudo era um problema, já que o plano era povoar, ter lucro e se manter como potência.

Os portugueses tinham quase 100 anos de navegação, isso é muita experiência... e em suas outras colônias eles já tinham prática com as técnicas de produção do açúcar.

Nas Ilhas de Madeira e Cabo Verde... produziam cana-de-açúcar. Extremamente lucrativos.

Com isso, Portugal proporcionaria ao mundo o primeiro artigo de consumo em grande escala. O açúcar.

Ele já era conhecido na Europa, tinha sido apresentado pelos árabes à Europa Medieval, mas nunca em grande escala. Servia até de presente para os reis, de tão caro e raro.

As principais produtoras de açúcar foram as capitanias da Bahia e de Pernambuco. Mas também era produzida no Rio e em São Vicente, apesar dessas duas últimas produzirem mais cachaça.

Por isso o nordeste era a principal região econômica no "Brasil".

Os engenhos eram propriedades enormes onde havia próximo a Casa Grande do senhor de engenho e também a senzala.

Apesar de enormes, criavam animais e tudo o mais, não produziam o suficiente para sobreviver por si sós.

Logo, havia pequenos fazendeiros que plantavam outras coisas, como mandioca, milho, feijão e vendiam nas cidades e engenhos.

Ou seja, havia um Mercado Interno. Porém, esse mercado não dava conta de alimentar todos e consequentemente ocasionava fome e morte em determinados períodos. Dessa forma, a colonia dependia da metrópole para se reabastecer com produtos.

Daí o Pacto Colonial.

E quem financiava esse engenhos? Porque eles são caríssimos de serem mantidos: produto, técnica, mão de obra, etc.


No século XVII, a Holanda era uma das maiores potências econômicas da Europa. Um dos negócios mais lucrativos da burguesia flamenga tinha a ver com o açúcar do Brasil. Os holandeses financiavam a produção do açúcar, em troca recebiam o pagamento dos juros. Em várias ocasiões, os comerciantes portugueses contrataram companhias de navegação holandesas para transportar o açúcar do Brasil até Lisboa. Grande parte do açúcar saía do Brasil em estado bruto para ser refinado em Amsterdã.

Naqueles tempos, os burgueses holandeses monopolizavam muitas rotas de comércio de açúcar entre os países europeus. Por isso os comerciantes portugueses tinham de vender seu açúcar diretamente aos holandeses, que revendiam pelo resto da Europa.

No entanto, a ligação comercial amistosa que existia entre Holanda, Portugal e Brasil foi encerrada, quando aconteceu a União Ibérica, ou seja, o jovem rei português, D. Sebastião morreu sem deixar filhos e o parente mais próximo era o seu primo, Filipe II, rei da Espanha. Dessa maneira, Filipe II tornou-se também rei de Portugal. A União Ibérica durou de 1580 a 1640. Acontece que na época a Holanda estava em guerra com a Espanha, sua antiga metrópole.

Mitologia Grega - Surgimento do mundo e dos homens


Os gregos acreditavam que a Terra era plana e circular, como um disco. O país ocupava o centro desse disco, onde o ponto central era o Monte Olimpo – residência dos Deuses.

Campos Elíseos - Oeste
Para onde os mortais favorecidos pelos deuses eram transportados sem ter morrido e gozavam de imortalidade.

Hiperbóreos – Norte (Bóreas, o deus do vento norte)
Povo mítico que vivia no extremo norte da Grécia. Era uma nação desconhecida, perfeita, com sol 24 horas por dia.
“Venho de uma terra, numa região banhada pelo Sol. Onde dourados jardins florescem, onde os ventos do norte dormem em calma. E sobre nós jamais sopram”.

Etíopes – Sul
Significa “de rosto queimado” no Grego, representado pela África.

Rio-Oceano – Vinha do leste e circundava toda “ilha grega”. Abastecia o mar e todos os rios da Terra.

O que podemos concluir com essas informações?

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Sol, Lua e as estrelas nasciam do oceano, do Oriente.
“Agora o carro do dia, brilhante,
Lança o seu machado dourado
Na profunda corrente do Atlântico
E o Sol, declinando, envia o seu raio
Para cima, para o polo escurecido,
Rumando para outro alvo
No oriente, onde descansa.”

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A residência dos deuses era no Monte Olimpo, na Tessália.




A entrada era um portão de nuvens guardado por deusas chamadas Estações.

Apenas os deuses entravam ou saiam de lá;

Cada um tinha sua moradia, mas quando eram convocados, todos se encontravam no Palácio de Zeus.

Se banqueteavam com ambrósia e néctar, iguarias e bebidas. Enquanto isso, Apolo, deus da música, tocava sua lira, acompanhado pela voz das Musas.

As roupas e mantos que usavam eram criados por Atena e o arquiteto das casas do olimpo era Hefesto, que também era ferreiro, construtor, armeiro, artista de toda obra do Olimpo.

As casas eram de bronze; para ele, fez calçados de ouro e ferraduras de bronze para os cavalos. Cadeiras e mesas também. E suas servas também eram de ouro.

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O líder, pai de todos os deuses do Olimpo, era Zeus. Mas ele também teve um princípio.
Saturno (Cronus), era seu pai e Réia (Ops) sua mãe. Eles eram Titãs.

Haviam vários titãs no mundo. Os titãs são os deuses mais antigos, cujo poder foi transferido para os outros deuses que vieram depois.

Ofíon e Tia reinaram no Olimpo antes dos deuses gregos, até serem destronados por Cronus.
“E contou como a serpente, a quem chamava Ofíon, com Eurínome foram os que primeiro mandaram no Elevado Olimpo, donde foram expulsos por Cronus”

Cronos não era um deus bonzinho. Cronos era o tempo; e o tempo é a única coisa que devora tudo.


(Goya)

Ele devorou seus próprios filhos. Apenas Zeus conseguiu escapar e, quando cresceu, casou-se com Métis e o ajudou a se vingar de Cronus.

Ela preparou uma bebida mágica, uma poção, para que Cronus tomasse. Réia aceitou entregar a bebida para ele, e isso fez com que ele vomitasse todos seus filhos.

Zeus e os irmãos revoltaram-se contra seu pai e os irmãos de seus pais, os titãs.

Começou o que ficou conhecido como “Guerra Celestial” e os Titãs, após tempos e tempos de batalha foram derrotados e alguns aprisionados no Tártaro, outros receberam condenações diferentes, como por exemplo Atlas.



Assim, com Cronus fora do caminho, Zeus e seus irmãos (Poseidon e Hades) dividiram os domínios.
Zeus ficou com o céu, Poseidon com o oceano e Hades com o reino da morte.

A Terra e o Olimpo eram propriedades comuns.

E como o homem foi criado?

Zeus deu a tarefa de criar os homens e todos os animais para dois titãs, Prometeu e Epimeteu.
Epimeteu encarregou-se da obra e Prometeu encarregou-se da supervisioná-la.

Epimeteu distribuiu os dos de cada animal. Força para o urso, rapidez para a onça, asa para a águia, garras para o tigre, e assim vai.

Mas quando chegou a vez do homem, que ele deixou por último por ser um animal bípede, que anda de coluna ereta, olhando para frente, ele já havia distribuído todos os dons para os outros animais.

Então ele foi pedir ajuda para Prometeu.

Prometeu pensou numa solução. Ele subiu aos céus, no Olimpo e roubou o fogo dos deuses e deu-o aos homens.

Os deuses não gostaram nada disso, porque agora os homens tornaram-se independentes dos deuses. Se eles o castigassem com o frio, o fogo os esquentaria. Eles se protegiam dos animais com o fogo. Eles assavam sua comida. Etc.

Então os deuses decidiram castigar Prometeu e Zeus ordenou que Hefesto o acorrentasse no cume do Monte Cáucaso, onde todos os dias os corvos comiam seu fígado. E todos os dias seu fígado se regenerava.


A Baixa Idade Média

O começo da inversão da Alta Idade Média para Baixa Idade Média:

Em primeira lugar há um contexto de expansão demográfica.
- Epidemias (peste, malária) desaparecem. Por quê? Por causa do isolamento da população em feudos, o que dificultava o contágio.

Em segundo lugar, com o feudalismo cessaram as invasões estrangeiras e as grandes batalhas. Como?
- Guerras tornaram-se menos mortíferas (apesar de constantes).
- Colocava-se apenas algumas centenas de cavaleiros para se enfrentarem.
- Objetivo fundamental não era matar ou destruir o adversário, mas aprisioná-lo para obter um resgate pelo prisioneiro (uma das obrigações do vassalo para com o seu senhor feudal era pagar o resgate deste, caso ele fosse capturado).

Terceiro fator determinante para o surto demográfico foi a abundância de recursos naturais.
- Fertilidade da natureza acabou repondo florestas e pastagens (recursos suficientes para alimentar uma população bem superior à então existente).
- A partir do ano 1000 houve uma suavização do clima europeu, que se tornou mais quente e seco (bom para cultivo de várias espécies locais).

Por fim, o crescimento populacional está claramente ligado às inovações técnicas agrícolas verificadas na época. Surgiram instrumentos de ferro, como o arado, os animais passaram a ser ferrados e ganharam novo atrelamento, os moinhos hidráulicos foram aperfeiçoados. Etc.

Questão: O crescimento demográfico pressionou por uma produção maior e assim surgiram as inovações ou as novas técnicas permitiram uma alimentação melhor e por isso a população cresceu?

Difícil responder essa pergunta. Alguém precisa descobrir isso. Importa-nos saber que a população cresceu.

Em função desses fatores, verifica-se o seguinte:
Anos:

800 --- 18 milhões de indivíduos
1000 -- 22 milhões
1100 -- 26 milhões
1200 -- 35 milhões
1300 -- mais de 50 milhões


- As novas técnicas agrícolas tinham permitido uma significada elevação de produtividade: satisfazia as necessidades de uma população em crescimento e ainda gerava excedente.

Qual as consequências de se gerar o excedente?
(Venda e troca com especiarias, seda, perfumes, etc, não produzidas na Europa... ou seja: comércio)

Nesse processo de expansão do comércio, a Itália saiu ganhando por alguns fatores: localização geográfica (elo de ligação entre Ocidente e Oriente); Veneza e Gênova eram as maiores cidades comerciantes italianas (essas cidades seriam importantes para o financiamento das Cruzadas, pois tinham interesses a defender e estender);

os Teutônicos (liga de comerciantes alemães) também iriam participar da expansão comercial; o maior interesse deles era chegar a Russia e colonizá-los, dominá-los. Afinal, lá era o território dos eslavos... que além de serem pagãos, tinham um nome interpretado como uma predestinação a serem escravos.

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Esse contexto de crescimento demográfico e desenvolvimento comercial seriam fatores que ocasionariam nas Cruzadas - uma série de expedições armadas realizadas pelos cristão contra os muçulmanos.


Começa a surgir também, graças a expansão comercial, uma maior mobilidade social dentro da sociedade europeia. Ela começava a deixar de ser uma sociedade de ordem, em que o indivíduo é de terminada classe, para se tornar uma sociedade estamental, onde ele está em determinada classe.

- A auto suficiência foi se tornando impraticável, cada região passou a se dedicar ao tipo de cultivo ou criação que melhor se adaptava as suas terras, clima, etc. Então passou a ser necessários diferentes produtos ou recursos nas regiões, já que elas se especializavam na produção de um só.

- Com isso, os camponeses que antes nasciam para trabalhar na terra, agora passaram a tern o comércio uma atividade mais compensadora.

- Camponeses começaram a escapar da servidão. O problema é que eles são a base do sistema feudal.

- Claro, nem todos foram bem sucedidos em se tornarem comerciantes e surgiu também grupos marginalizados. Afastados da vida social por não se encaixarem numa norma de comportamento.

Nesta época há dois tipos de marginais: os pobres e os hereges. (O primeiro fornecerá pessoas para Cruzada, o segundo será combatido por ela).

Nas Cruzadas, nem todos tinham o mesmo interesse. Alguns iam só pela novidade ver coisas novas. Outros eram levados pela pobreza, por estarem em situação difícil na sua terra; iam tentar a sorte em outro lugar. Havia ainda os super endividados, que queriam fugir do serviço... cada um com um tipo de interesse.

"As Cruzadas" serão o tema de nossa próxima aula.

domingo, 12 de agosto de 2012

Alta Idade Média - O Império Bizantino

Havia uma antiga colônia grega chamada de Bizâncio. Lá, um homem chamado Constantino, que era imperador de Roma, fundou a cidade de Constantinopla (hoje Istambul), no ano de 330.

Ficava entre a Europa e a Ásia, protegida por altas muralhas e cercada pelas águas do Mar Egeu e Mar Negro.



Por conta dessa localização, a cidade se tornou uma capital ideal. Pq?
Para evitar perigos de guerra. E graças a isso a cidade durou por mais de mil anos, até 1453, quando foi destruída pelos poderosos canhões de Maomé II, construído por engenheiros saxões.

Apesar da onda de bárbaros que assolavam o Império Romano, Constantinopla sobreviveu e representava a síntese do mundo greco-romano e do mundo oriental.

Este lugar seria o Império Romano do Oriente, também conhecido como Império Bizantino.

O Governo de Justiniano

Esse Império atingiu seu máximo esplendor durando o governo do Imperador Justiniano (527-565).

Seu pai, Justino, era general em Constantinopla e através de um golpe militar assumiu o trono. Quando morreu, passou para seu filho, Justiniano.

O que ele fez?

Quando se tornou imperador, ele iniciou sua carreira de legislador e encarregou uma comissão para elaborar livros sobre Direito Romano e leis, que foram reunidas numa obra chamada Corpo do Direito Civil.

Além de legislar, Justiniano também era teólogo.

Muito interessado com os problemas religiosos do seu tempo, procurou unir o mundo oriental e ocidental através da religião. Para isso, ele governou como representante de Deus.

Com a predominância da população grega e asiática em Constantinopla, a religião em bizâncio começou a ficar um pouco diferente da Igreja Católica do Ocidente. Até o Latim foi abandonado, em troca do Grego.

Em alguns lugares do Império Bizantino se assumiu doutrinas consideradas heréticas pelo ocidente, como as dos monofisistas e dos iconoclastas.

Monofisitas: cujos adeptos defendiam que Cristo possuía apenas uma natureza divina, não possuindo natureza humana. Negavam a santíssima trindade.

Iconoclastas: cujos adeptos empenhavam-se em destruir imagens (ícones).

Por isso, os imperadores bizantinos tinham que adotar uma política de intervenção nos assuntos eclesiásticos para que a coisa não saísse do controle.

Isso se chama cesaropapismo: a supremacia do imperador sobre a Igreja.

Mais tarde, essas profundas divergências entre o cristianismo ocidental, orientado pelo papa, e o cristianismo peculiar do Oriente, cujo maior expoente era o patriarca de Constantinopla, culminaram no rompimento da Igreja Bizantina com a Igreja de Roma. 

Surgiu assim a Igreja Ortodoxa Grega, subordinada ao Patriarca de Constantinopla, e a Igreja Católica Apostólica Romana, dirigida pelo Papa. Esse acontecimento ficou conhecido como Cisma do Oriente, em 1054.

Além disso, Justiniano estabeleceu paz com seus inimigos fronteiriços, como os Persas, por meio de acordos. Daí voltou seu exército para o Ocidente, para retomá-lo.

Mas eles se deparariam, nos anos posteriores ao governo de Justiniano, a um grupo que também estava avançando em direção ao Ocidente: os árabes.

terça-feira, 24 de abril de 2012


A crise do Império Romano – Parte II

A cidade deixou de ser o centro da vida no Império Romano. A coisa se voltou para o espaço rural. Houve uma ruralização da econômica.


Os latifúndios com seus colonos tornaram-se praticamente independentes do resto da sociedade. Tornaram-se quase autossuficientes.


Paralelamente a tudo o que vimos na aula passada, também estava ocorrendo as famosas “invasões bárbaras”, que entenderemos melhor em breve, mas já dá para ter uma ideia do que se trata.


Isso quer dizer que toda crise econômica que tava rolando, somada a insegurança provocada por essas invasões dos bárbaros, fez com que as pessoas abandonassem as cidades do Império e partissem para o campo (Êxodo urbano).


O centro de produção econômica passou a ser o feudo, ou seja, propriedades de terras em que havia construções protegidas por muros, fossos e outros tipos de fortificações. No centro dessas construções protegidas estava o senhor, que dirigia a vida política, militar e econômica de toda sua terra. Ao redor dele estavam as numerosas pessoas dependentes do senhor.


A economia então ficou estagnada. Como consequência, as vilas começaram a produzir de tudo, não necessitando comprar quase nada em outros lugares. Com isso o comércio de produtos travou e as cidades, centro de trocas, ficou na crise de vez (o que ajudou também no êxodo urbano).


E para o Estado? Como é que fica?  Ficou cada vez mais difícil de cobrar impostos.


Com menos dinheiro dos impostos, o Estado não tinha recursos para pagar as despesas. Que despesas: corte, administração pública, exército.


Para equilibrar isso, o Estado aumento os impostos e encarregou os grandes proprietários de terra de cobrá-los. Daí, uma característica muito importante: a máquina administrativa começou a se descentralizar.


Isso também não resolveu o problema e as despesas só aumentavam. Tava rolando uma invasão de bárbaros e era necessário legionários para proteger o Império. E pior! Era necessário pagá-los. Os legionários sabiam que o Estado dependia muito deles e aproveitavam para exigir melhores salários!


Se os impostos não resolviam, o que fizeram? O próprio Estado começou a emitir dinheiro. Beleza, ótimo, agora tem dinheiro... mas não havia produtos suficientes para comprar. Quem tinha os produtos aumentava os preços de todos os produtos que faltavam aos compradores.


Com isso os preços dos produtos subiam mais do que o aumento dos salários. E tandam!, tínhamos a inflação. É assim que ela funciona.


Com a inflação, o dinheiro valia cada vez menos e as pessoas compravam pouco. A produção caia. Os impostos rendiam menos ao Estado. Então, este emitia mais dinheiro para pagar os soldados. E a inflação aumentava de novo, num círculo sem fim.


Assim, a máquina do Estado se enfraqueceu.

A crise do Império Romano – Parte I


No século III de nossa era, o Império Romano começou a entrar numa crise que desintegrou todo seu sistema político e econômico que culminou, no século V, no que conhecemos como Idade Média.




Qual era o sistema econômico de Roma?

Primeiro, ele se baseava no trabalho escravo.


Toda produção vinha das grandes propriedades de terra – os latifúndios. Cada latifúndio produzia um ou dois tipos de produtos: eram especializados na sua produção.


Essa produção era vendida nas cidades e no mercado internacional. Tudo pelo Mar Mediterrâneo, que unia essas relações comerciais.


Esse sistema de produção dava muitos lucros aos proprietários das terras e aos comerciantes.
E o governo recolhia grandes somas em impostos em todo o Império e com esses recursos, o Estado pagava a administração pública e sustentava os legionários (soldados romanos).


Os salários dos legionários aumentavam constantemente. Claro, eles tinham uma funções muito importantes: guerrear, conquistar territórios e abastecer o Império com novos escravos.




Mas então, entre o século III e o século V, começou a tal crise e por causa dela a produção nos latifúndios diminuiu muito. Isso aconteceu porque havia menos escravos para trabalhar. E essa falta de escravos se explicava por três fatores: 1. Militar, 2. Religioso e 3. Econômico.


1.       Fator Militar: quem trabalhava nos latifúndios eram os escravos, e um latifúndio, para render e valer a pena, necessita de MUITOS escravos, baratos e em abundância. Como eles eram conseguidos? Por meio da guerra ofensiva. Mas as guerras estava diminuindo, porque os imperadores preferiram consolidar as fronteiras das regiões já conquistadas. Claro, Roma já era grande demais e tinha que se preocupar mais em se defender do que em avançar e atacar. Como resultado disso o número de escravos à venda caiu e seu preço aumentou. O trabalho escravo começou a gerar prejuízo.


2.       Fator religioso: No início do século III, o cristianismo já tinha um número razoável de adeptos no Império. E daí? Acontece que a doutrina cristã proíbe a escravidão. Liberdade era considerada um dom natural e a libertação dos escravos era considerada um ato piedoso, que contribuía para salvação da alma. Desse jeito, a expansão do cristianismo também fazia diminuir o número de escravos.



3.       Fator econômico: Nessa mesma época, os latifúndios começavam a ser divididos em pequenas propriedades. Já faltavam escravos e os que tinham à venda eram caros. Era muito difícil ter muitos, porque o dono precisa alimentá-los, vesti-los, vigiá-los (evitar fugas), e pra isso acabava gastando toda produção do seu latifúndio. Não sobrava nada para garantir algum lucro, que era necessário para comprar outros escravos, a fim de manter sempre um grande número deles. Do contrário, a produção caia e com isso viria o prejuízo.


Esse conjunto de motivos explica porque os proprietários de terras escolheram o sistema de arrendamento como saída para crise. O que é?


Nesse novo sistema, os trabalhadores sustentavam-se com o próprio trabalho, num pedaço de terra arrendado (“alugado”) pelo proprietário. Também dava casa aos trabalhadores. Como pagamento eles tinham de trabalhar na terra do proprietário alguns dias por semana.


Assim, os escravos que trabalhavam em grandes propriedades foram diminuindo. Alguns chegavam a comprar seu próprio pedaço de terra e tornavam-se livres, e foi assim que eles se elevaram a condição de colono (cultivador; que faz parte de uma colônia) e agora não mais tinham dono, mas estavam fixos a terra. Ou seja, eles não podiam ser expulsos ou vendidos ou trocados por um proprietário, mas por terem se tornado agricultores, deveriam ser agricultores para sempre.


Daí, damos o nome desse sistema de arrendamento de Colonato.


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Contrarreforma ou Reforma Católica



Para tentar conter o avanço do protestantismo, que vinha fazendo milhões de adeptos por toda Europa, a liderança católica iniciou o movimento conhecido como Reforma católica ou Contrarreforma.
Essa reforma foi impulsionada pelos jesuítas, pelo Concílio* de Trento (*assembleia de bispos para decidir sobre assuntos relativos à igreja) e pela Inquisição.

Os jesuítas - Um importante reformador católico, militar, chamado Inácio de Loyola (1491-1556), da nobreza espanhola, fundou a ordem religiosa conhecida como Companhia de Jesus (1534) que foi reconhecida oficialmente pelo papa em 1540.

Os membros dessa companhia, ou dessa ordem, eram chamados de jesuítas. Também conhecidos como “soldados de cristo”.

Eles pregavam a purificação do corpo e da mente por meio de jejuns, de exercícios físicos e de uma disciplina rígida.

Os jesuítas pretendiam ampliar o número de seguidores da Igreja Católica por meio de catequese de povos que eles consideravam pagãos por terem outras crenças ou religiões.

Como parte desse trabalho, criaram rede de colégios em vários países do mundo, inclusive no Brasil.
Divulgavam o catolicismo na Europa e tornaram-se missionários na América, na África e na Ásia, a fim de evangelizar esses povos.

Missionários, do latim missio, missão + ário. Significa “aquele que foi incumbido de realizar determinada missão”. Qual é a missão dos jesuítas? Divulgar a doutrina católica.

O concílio de Trento - Paralelamente ao trabalho dos jesuítas, o papa Paulo III procurou reagir contra a expansão do protestantismo por meio de uma reforma da Igreja Católica.

Em 1545, o papa convocou uma grande reunião do alto clero, o Concílio de Trento, que teve continuidade com outros papas e só terminou em 1563.

Nesse concílio foram tomadas várias decisões que deveriam ser obedecidas por todos os católicos.

Que decisões eram essas?

Deveria ser mantido o uso do latim nas missas e também o culto aos santos;

Reafirmou o poder do papa, manteve os sete sacramentos e a proibição do casamento para padres e freiras;

Propôs a criação de seminários para formação de padres;

Adotaram medidas de controle sobre os bispos, para impedir que levassem uma vida de ostentação e luxo;

E, não menos importante, organizou o INDEX, isto é, uma relação de livros que os católicos estavam proibidos de ler! Muitas vezes esses livros eram queimados em grandes fogueiras;

Por fim, reativou a Inquisição (ou Tribunal do Santo Ofício): esse tribunal foi criado por membros da Igreja em 1231, com o objetivo de vigiar, julgar e punir qualquer pessoa acusada de heresia.

Os tribunais de Inquisição tinham poder de vida e morte. Em geral, esses tribunais trabalhavam em conjunto com a Justiça Civil dos governos católicos. Eles determinaram a prisão e a condenação à morte de centenas de pessoas consideradas heréticas. Muitas vezes as execuções eram realizadas em cerimônias públicas com o objetivo de servir de exemplo aos fiéis.

Agiam de modo intolerante e violento. Às vezes bastava uma simples suspeita para que a pessoa fosse depor no tribunal e, conforme suas respostas, era condenada à perda de bens (terra, casa, móveis), à prisão perpétua e, às vezes, à morte na fogueira.
Reforma na Inglaterra

Na Inglaterra o reformismo aconteceu graças ao rei.

Ele vinha querendo se livrar da interferência do papa e dos impostos cobrados pela Igreja Católica em seu país.

Tudo começou quando o rei inglês Henrique VIII - filho de Henrique Tudor (ou Henrique VII), descendente dos Lancaster, que deu inicia a dinastia Tudor em 1485 - pediu ao papa que anulasse seu casamento com Catarina de Aragão (filha dos reis da Espanha) alegando que ela não conseguia lhe dar um filho homem para ser seu herdeiro.

Ao ter seu pedido negado pelo papa, Henrique VIII decidiu agir: rompeu com a Igreja de Roma (1531) e casou-se novamente, desta vez com Ana Bolena, uma dama da corte.

Ao saber disso o papa o excomungou.

O parlamento inglês, então, junto com o rei, aprovou o Ato de Supremacia (1534), que declarava o rei o novo chefe da Igreja na Inglaterra, chamada de Igreja anglicana.

Trecho do Ato de Supremacia, assinado por Henrique VIII em 1534:

O Rei é o chefe supremo da Igreja da Inglaterra [...]. Nesta qualidade, o Rei tem todo poder de examinar, reprimir, corrigir tais erros, heresias, abusos, ofensas e irregularidades que sejam ou possam ser reformados legalmente por autoridade espiritual, a fim de conservar a paz, a unidade e a tranquilidade do Reino [...].

Como chefe da nova Igreja, Henrique VIII confiscou as terras e os mosteiros da Igreja Católica e os vendeu ou presenteou aos nobres e burgueses que o apoiaram.

Assim, o rei inglês se fortalecia, acumulando o poder político e o religioso ao mesmo tempo. Colaborando com o processo de centralização do poder.

Mais aí vira uma bagunça, porque o filho do Henrique VIII, Eduardo VI, assume o trono em 1547 e governa até 1553, e dá presseguimento à política do pai, mas ele morreu logo e deu espaço a sua irmã para o trono, Maria I, que era casada com o rei da Espanha, Felipe II. Ela restabeleceu o catolicismo e perseguiu ferozmente os protestantes e foi apelidada como “Blood Mary” por isso.

Quando ela morreu, em 17 de Novembro de 1558, finalmente subiu ao trono sua irmã, a famosa Elizabeth I (1558-1603), que conseguiu consolidar a centralização de poder na Inglaterra de vez.

Para isso, ela restaurou a Igreja anglicana como a Igreja oficial da Inglaterra. Entrou em conflito com católicos e em 1559 ela promulgou um decreto proibindo os ingleses de acatar qualquer autoridade vinda papa. Deveriam ignorá-lo! Pra completar, no ano seguinte, decretou o Ato de Uniformidade, visando perseguir os protestantes que não aceitassem a sua autoridade religiosa.

domingo, 8 de abril de 2012

Luteranismo e Calvinismo

Lutero fundou uma igreja e criou para ela uma doutrina, ou seja, um conjunto de princípios.
As doutrinas luteranas eram as seguintes:
1.       Somente a fé em Deus salva as pessoas.
2.       A Bíblia, por meio da qual Deus se revela, é a única fonte realmente confiável.
3.       O batismo e a eucaristia são os dois únicos sacramentos.
4.       O culto aos santos e a infalibilidade do papa não têm fundamento.
5.       Qualquer membro da Igreja pode se casar.

O luteranismo ganhou muitos adeptos e se espalhava rápido demais. Vale um detalhe interessante: naquela época a impressão de livros havia sido aperfeiçoada. Johannes Gutenbberg elaborou móveis em chumbo, o que permitia imprimir muitos livros e a preços mais baixos. Isso contribuiu para expansão dessas novas ideias sobre a religião.

Tantos que o imperador do Sacro Império Romano-Germânico proibiu o culto luterano.
Os príncipes luteranos protestaram contra essa proibição; daí o termo “protestante” para nomear os seguidores das igrejas surgidas a partir da Reforma.


João Calvino (1509-1564)

Como Lutero, Calvino acreditava que só a fé salva, rejeitava o culto às imagens e admitia apenas dois sacramentos (celebrações): o batismo e a eucaristia.

Mas se diferenciava de Lutero no seguinte: Calvino acreditava na predestinação absoluta. Ou seja, ele acreditava no destino e na impossibilidade de alterá-lo. Assim, alguns podiam ser predestinados por Deus à morte eterna; outros, à vida eterna.

Para ele, se uma pessoa enriquecia por meio do trabalho e de uma vida puritana, era sinal de que tinha sido eleita por Deus. Vida puritana, para ele, era acordar cedo, dormir cedo, poupar, não participar de jogos de azar, não ingerir bebida alcoólica e dedicar-se inteiramente à oração e ao trabalho.

Esse modo de vida é muito característico da burguesa nascente do período e que colaborou com o desenvolvimento do capitalismo, ou seja, da relação entre as pessoas num espaço de trabalho em que há um trabalho assalariado e a busca pelo lucro.

Calvino chegou a se tornar um governante na cidade de Genebra, na Suíça. Ele era francês, mas fugiu de seu país de origem porque foi acusado de heresia. Encontrou nesse novo lugar pessoas abertas as suas ideias. Lá ele proibiu o teatro, as danças e os jogos de carta.

Expansão Calvinista

Esse modo de vida, estilo burguês, foi abraçada por várias pessoas em vários países que difundiram o calvinismo. Na Inglaterra eles eram chamados de puritanos; na França de huguenotes (significa "confederados" - em francês "Eidguenot" / ou / trata-se do nome onde se realizavam seus cultos, na “Torre de Hugon”).

A maioria da nobreza defendia o catolicismo, já a maioria dos burgueses e alguns nobres assumiram a doutrina protestante, que era representada na França pelas ideias do Calvino.

Em 1570 um decreto real garantiu aos huguenotes o direito de celebrar seus cultos em algumas cidades do território francês. Contudo, temendo o fortalecimendo dos protestantes, a nobreza incentivou a perseguição contra eles e em 1572 foram mortos milhares no massacre conhecido como Noite de São Bartolomeu.

Seguiu-se um perigo de conflitos religiosos que se estendeu até 1589, quando foi assassinado Henrique III, o último rei da dinastia Valois, que governava a França desde 1328. A coroa passou então ao protestante Henrique Bourbon, rei de Navarra, que se converteu ao catolicismo e assumiu o trono como Henrique IV. 

Mas ele, muito esperto, em 1598 assinou um documento conhecido como Édito de Nantes, que garantia aos huguenotes a liberdade de culto, mesmo com o Estado francês ligado à Igreja Católica. Isso pacificou as coisas por lá.

Essas ideias calvinistas deram origem a várias igrejas, dirigidas por representantes eleitos que compunham a Assembleia Geral, conhecida como presbitério. Por isso, elas são chamadas igrejas presbiterianas.


Lição: Pesquisar sobre o dia de São Bartolomeu (noite de 24 de agosto de 1572).
Na França, os católicos, apoiados pelo governo francês, mataram milhares de huguenotes nas ruas de Paris. (Registro de Giorgio Vasari)
Reforma Protestante 

Como sabemos, na Idade Média a Igreja era rica e poderosa. Os bispos possuíam feudos enormes e muitos servos. O papa tinha muita força política: convocava pessoas para participar das Cruzadas, celebrava acordos entre países, interferia na escolha dos reis, etc.
Vários papas daquela época só chegaram à chefia da Igreja por pertencerem a famílias milionárias. Além disso, os líderes da Igreja Católica praticavam um comércio fraudulento de artigos religiosos.
Vendiam objetos dizendo ser pedaços dos ossos do jumento montado por Jesus;
Pedaços de um pano qualquer dizendo ser do manto de Maria, a mãe de Jesus;
E várias outras “relíquias”: madeira da cruz, pregos, etc.
Por fim, os bispos e padres vendiam também indulgências, ou seja, o perdão dos pecados.

Os primeiros reformadores
Entre os maiores críticos da Igreja naquela época estavam os reformadores John Wycliffe e John Huss.
Wycliffe (1320-1384) era inglês, grande estudiosos de teologia, criticava sobretudo a falta de instrução dos sacerdotes e o acúmulo de riquezas por parte dos bispos e papas. Por isso, Wycliffe foi acusado por um tribunal religioso de heresia (ato de contrariar a doutrina oficial da igreja). Perseguido, ele decidiu fugir de Londres e, escondido, se dedicou a traduzir a Biblia do latim para o inglês, afim de que mais pessoas pudessem conhecê-la.

John Huss (1369-1415) era professor de universidade (na atual República Tcheca). Huss tornou-se conhecido por fazer seus sermões na língua de seu povo, o tcheco, língua para a qual traduziu a Bíblia. Por seus ataques à corrupção e ao luxo do alto clero, Huss foi acusado de heresia, preso e queimado vivo em 1415.

Martinho Lutero
No início do século XVI, um monge alemão, de nome Martinho Lutero, revoltou-se contra o escândalo da venda de indulgências e com isso deu início ao maior abalo já ocorrido no interior da Igreja: a Reforma protestante.

As críticas de Lutero
Em 1517, o papa prometeu que todo aquele que desse dinheiro para construir a nova Basílica de São Pedro, em Roma, receberia, em troca, uma indulgência plena, isto é, o perdão de todos os pecados.
Indignado, Lutero pregou na porta da sua paróquia as 95 teses, documento contendo duras críticas à Igreja.
Algumas das teses:

Tese 24. [...] a maior parte do povo está [...] ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.
Tese 32. Serão condenados [...], juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.
Tese 86. Por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos ricos Crassos [romanos ricos], não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma Basília de São Pedro, em vez de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?

Lição: Quem foi Martinho Lutero? Onde nasceu? Qual ano? Que tipo de educação recebeu? Quais eram seus princípios, ou seja, o que ele defendia? O que aconteceu com Lutero após insistir na defesa de suas ideias?
As Grandes Navegações


 Foram conjuntos de viagens feitas pelos europeus durante os séculos XV e XVI.
Nessas viagens, esses europeus desbravadores encararam diversos perigos.

Perigos nas viagens:
Reais -> ventos desfavoráveis, fome, sede, doenças e acidentes.
Imaginários -> monstros marinhos, queda em abismos sem fim, águas ferventes no horizonte.
Mas se era tão perigoso, por que eles se lançavam ao mar?

Eles enfrentavam perigos em busca de especiarias e artigos de luxo orientais.
Vejam o mapa. Até o século XV o comércio com o Oriente era controlado pelos árabes e italianos. Toda mercadoria ou artigo que os italianos compravam dos árabes, eles revendiam pelo preço que queriam, já que não havia disputa de concorrentes.

O comércio era controlado por árabes e italianos, que trocavam suas mercadorias pelo mar mediterrâneo. (Se era controlado por eles, então aqueles que queria comercializar deveriam...)





è Buscar novas rotas comerciais
E o que fizeram eles buscarem essas rotas?
Podemos listar, dentre outros,

Dois motivos:
è Motivação econômica (especiarias e artigos de luxo) – Já sabem
è Desejo de expandir a fé cristã
Quem liderou essa expansão marítima? Os portugueses. Por quê?

Portugal liderou a expansão marítima porque:
a)      Primeira nação a possuir uma monarquia centralizada;
(Podiam cobrar impostos sobre uma grande parte da população. Isso lhes permitiu arcar com as despesas necessárias para realizar as viagens marítimas e manter o domínio sobre os territórios conquistador. Somente países centralizados politicamente tomaram parte nas grandes navegações, como Portugal e Espanha)

b)      Portugueses já praticavam a pesca e comercializavam peixes (burguesia próspera em busca de novos horizontes, oportunidades);

c)       Inventaram as caravelas; profundo conhecimento cartográfico e usavam bússolas

Os portugueses acreditavam que chegariam ao Oriente contornando a África (obstáculo) e em 1498, Vasco da Gama chegou à Índia.

Antes dele, em 1488, foi Bartolomeu Dias quem dobrou o Cabo da Boa esperança. Mas ele nomeou o lugar de “Cabo das Tormentas”, porque o lugar era tenso. Tanto que ele morreu lá, sua embarcação afundou em 1500, e fazia parte da frota de um navegador muito conhecido por vocês: Pedro Álvares Cabral.

África
A África, segundo essa história que vocês estudaram ano passado e estão revendo hoje, surge como um elemento curioso: ela nada mais é que um obstáculo aos europeus.

A historiografia sobre a África segue três grandes modelos:
O grego – África vista como uma terra maravilhosa, mas habitada por trogloditas. Terra dos etíopes, do grego althiops, que significaterra dos homens de pele negra”.

Medieval – África como terra de um povo amaldiçoado, pecador e sem calma, descendentes de Cam (Explicar essa passagem bíblica).

Científico – Povos africanos inferiorizados por teorias científicas.

Todos esses modelos sobre a História da África tem algo em comum... são periféricas ao próprio continente africano, ou seja, são conhecimentos elaborados de fora para dentro e transformam a África num mero objeto.

Devemos resgatar a África-Sujeito, a África de identidade profunda, originária e mal conhecida. Devemos enxergar a África a partir de uma visão interna.

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Exercícios:
1)      Portugal foi o primeiro país europeu a tornar-se um Estado Nacional, com seu território unificado e seus habitantes submetidos a um governo centralizado. Foi também o primeiro país da Europa a organizar expedições marítimas em busca de novas rotas para o comércio e novas terras para explorar.
Como esses dois fatos se relacionam entre si?

R. Tornando-se Portugal um Estado nacional, portanto com um território unificado e governo centralizado, seus governantes passavam a dispor de poder suficiente para cobrar impostos das populações sob seu domínio. Isso tornava possível reunir o grande volume de recursos financeiros necessários para realizar as longas viagens por mar.

2)      Por que os portugueses buscavam “outro” caminho para o Oriente?
Em sua opinião, por que os europeus tinham tantos medos ima