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domingo, 2 de setembro de 2012

A civilização dos Hebreus - Parte II


- Revisão rápida -

Durante dois séculos os israelitas, por volta de 1200 a.C até 1000 a.C,  os israelitas tiveram que lutar com persistência para se instalar na Palestina.

O sucessor do Moisés, Josué, agrupou os vários clãs em 12 tribos, distribuindo-lhes as terras que conquistavam.

A sedentarizarão fez renascer algumas práticas idólatras entre os hebreus, influenciados pelas antigas populações locais, mas a guerra contra os cananeus e filisteus, fez com que as 12 tribos mantivessem a união política das tribos sob a fidelidade de Iavé.

Surgiram então os juízes, escolhidos pelas tribos para comandar a guerra e preservar a crença num único Deus.

Os mais famosos foram Gedeão, Jefté e Sansão (que liderou os israelitas em vitórias contra os filisteus);  Samuel, o último dos juízes, escolheu Saul para ser o primeiro rei dos hebreus, em 1010 a.C. Foi quando eles constituíram então uma MONARQUIA!

- Revisão termina aqui -

Saul comandou uma ofensiva contra os filisteus, que não deu certo e acabou derrotado com seu exército na Batalha de Gilboé. Ele acabou se suicidando para não cair nas mãos dos inimigos.
Antes disso, porém, deixou a mão de sua filha em prêmio para aquele que vencesse um guerreiro filisteu chamado Golias. David acabou se arriscando e numa pedrada certeira com sua funda, venceu Golias e garantiu seu casamento com a filha de Saul.

Com o suicídio do Rei, David passou a governar a tribo de Judá, em 1006 a.C., e o outro filho de Saul, Isboset, governou o resto de Israel. David e Isboset entraram em conflito até que o segundo foi derrotado e David tornou-se o maior rei da história hebraica.

Comandados por Davi, os israelitas venceram também os cananeus e tomaram a cidade de Jerusalém, que transformaram em sua capital. Davi governou até 966 a.C e morreu por conta da idade e das doenças. Seus últimos anos de governo foram perturbados pela revolta de seu filho, Absalão, que queria o trono... mas quem sucedeu Davi foi seu outro filho, chamado Salomão, que governou de 966 a.C até 933 a.C.

Durante seu reinado, o comércio se desenvolveu extraordinariamente. Fez acordo com os fenícios, exportava seus excedentes para o Egito e os tempos de pobreza tinham passado. Tanto que eles se deram ao luxo de construírem um grandioso templo, o Templo de Salomão.

Lá eles adoravam a Deus com sacrifícios, preces e oferendas. Instituíram diversas festas religiosas: o Sabbat, comemorativo do sétimo dia da criação, a Páscoa, para recordar a saída do Egito; o Pentecostes, para recordar o recebimento das Tábulas da Lei; e a festa dos Tabernáculos (tendas), para recordar os tempos no deserto.

Ao longo de seu brilhante reinado, porém, vieram tempos difíceis porque Israel estava a ponto de se transformar num Estado mercantil, ou seja, surgiriam profundas diferenças sociais entre a população, agravadas pelos impostos, que atingiam as camadas mais pobres. Não havia mais os patriarcas de cada clã para proteger os mais pobres da comunidade... todos dependiam de um único rei.

Aí veio o declínio político...

Quando Salomão morreu, em 933 a.C., as tribos se recusaram a obedecer um único rei, pretendendo voltar ao individualismo tribal.

As tribos de Judá e Benjamin apoiaram o sucesso legítimo de Salomão e constituíram o Reino de Judá, com capital em Jerusalém. As outras tribos formaram o Reino de Israel, com capital em Samaria.



Reino de Israel

O reino de Israel se perdeu sob o governo de Jeroboão, um dos MUITOS filhos de Salomão. Ele aderiu ao paganismo e introduziu deuses com formas de animais para representar Iavé. Mais tarde, ocorreu até uma tentativa de implantar o culto de Baal, deus fenício.

Como isso aconteceu?
Reino de Israel era bem urbanizado e comercialmente desenvolvido, o que permitiu a penetração de cultos estrangeiros.

Contra esses desvios espirituais, levantaram-se os profetas dos quais um dos mais importantes foi Elias. Na bíblia, conta que ele ressuscitou um morto; fez cair fogo do céu (para provar que seu Deus era mais poderoso que os deuses pagãos) e subiu ao paraíso numa carruagem e cavalos de fogo (não morreu, foi arrebatado).

O reino de Israel se enfraqueceu e acabou dominado pelos arameus e depois pelo Império Assírio, em 722 a.C.

Reino de Judá

Eles também não se deram muito bem. Por serem mais pastoris, continuaram adorando Iavé, mas após a queda do Império Assírio, o Egito e a Babilônia passaram a disputar territórios que estiveram sob domínio assírio.

O reino de Judá aliou-se aos babilônios contra os egípcios e foi derrotado. Aí vários deuses penetraram em Judá. Ficou registrado na bíblia a história do Profeta Jeremias, que tentava trazer o povo de volta para o culto de Iavé, mas Judá não recuperou sua independência, nem sua velha religião.
Depois os babilônios, comandados por um homem chamado Nabucodonosor, conquistou Jerusalém em 587 a.C.

Vários israelitas foram enviados para a Babilônia e foram prisioneiros (Cativeiro da Babilônia) durante 50 anos. Já os que escaparam se espalharam pelo mundo, dando início a um movimento conhecido como Diáspora (dispersão).

Em 539, o rei persa Ciro tomou a Babilônia e liberou os hebreus para voltarem à Palestina. Lá eles se reorganizaram, formaram a monarquia e se mantiveram vassalos do Império Persa.

Como o território em que eles ficaram correspondia a antiga tribo de Judá, seus habitantes passaram a ser chamados de judeus.

Conforme os anos se passaram, o povo judeu acabou subjugado também pelos macedônios – logo após a morte de Alexandre o Grande - que proibiram eles de cultuarem Iavé e, mais tarde, dominados pelos romanos...

...que foi o povo que destruiu Jerusalém, o Templo de Salomão e aprisionaram Jesus. Sob o domínio dos romanos que os judeus foram obrigados, mais do que nunca, a se dispersarem pelo mundo.

domingo, 26 de agosto de 2012

Os Fenícios



Fenícios eram povos de origem semita (ou seja, mesma origem cultural dos árabes e dos hebreus.

A Fenícia localizava-se na região do Líbano atual e lá não havia muita terra apropriada para agricultura. 

Devido a isso, eles foram obrigados a dedicar-se predominantemente às atividades marítimas.

As Cidades-Estado da Fenícia

No estreito litoral da Fenícia surgiram várias cidades: Ugarit, Arad, Biblos, Sidon e Tiro.

Eram cidades independentes. Cidades-Estados.

O poder político era quase sempre exercido por um rei, assistido por um conselho de anciãos ou de magistrados escolhidos entre os grandes comerciantes e alguns proprietários agrícolas.

Desse modo, o governo da cidade era controlado diretamente pela oligarquia de comerciantes e proprietários. Por isso nós dizemos que o sistema político dos fenícios era a Talassocracia.

Talasso - Mar / Cracia - Poder

Para os fenícios, o comércio marítimo e a pirataria eram a mesma coisa. Eles frequentemente raptavam e aprisionavam seus fregueses, além de crianças e mulheres e depois os vendiam como escravos. Portanto, praticavam a escravidão.

Religião

Seus cultos religiosos eram realizados ao ar livre, em lugares elevados, como no alto das colinas. Praticavam magia e faziam sacrifícios de animais e até mesmo de seres humanos. 

Cada cidade tinha seu deus protetor - Baal - ou deusa protetora - Baalat.

Baal simbolizava a chuva e a tempestade. Baalat era deusa do mar, filha da Baal.
Adônis - representava o renascimento periódico da vegetação;
Melkart - era o deus patrono da cidade de Tiro.
Eshmun era o deus da cidade de Sídon, deus da cura.
Entre outros...

Os fenícios eram, portanto, politeístas.

História

Os interesses políticos e econômicos particulares dos governos das cidades impediram que os fenícios formasse um Estado Unificado.

As cidades fenícias preferiam aliar-se a Estados mais fortes, como o Egito, dos quais se consideravam subordinados.

As pessoas da cidade de Biblos trocavam muitos produtos com os egipcios: vendiam cedro (madeira) e compravam papiro (planta usada para escrita) - retiravam parte interna do caule, cortava fininho e depois a prensava.



Mas a cidade mais importante era Ugarit, frequentada também pelos cretenses; ela foi tomada pelos hititas em 1400 a.C, e então Sidon se tornou a mais poderosa economicamente durante mais 300 anos, quando foi dominada pelos filisteus (povo que habitava Canaã - segundo a Bíblia, eles fazem parte da linhagem de Cam, filho de Noé e portanto não se tratava de um povo semita, mas a hipótese mais aceita é que se trata de um povo indo-europeu que conviveu durante séculos com os semitas na região conhecida hoje como Palestina).

Tiro tornou-se a mais poderosa cidade da Fenícia então. No século X, fenícios e egípcios estavam em decadência, o que colaborou para que Tiro expandisse seu poder marítimo, que se aliaram aos hebreus, fornecendo-lhes madeira para a construção do Templo de Jerusalém.

Mas aí os Gregos começaram a dominar o mar mediterrâneo e começaram a excluir nossos amigos do lado oriental do Mar. Então eles correram tentar dominar partes ocidentais do Mar e fundaram entre outras pequenas colônicas, Cartago (que é muito importante porque quase destruíram os romanos!)

Daí foi só desgraça pra eles: as outras cidades foram anexadas pelos assírios. Depois subjugadas pelo Segundo Império Babilônico (vamos estudá-los também) e só sobrou Tiro mesmo, sem poder comercializar muito.

Então os fenícios de Tiro se aliaram aos Persas (foram dominados por eles, na verdade), fizeram parte de seus exércitos e passaram pra eles todo conhecimento náutico que tinham.

Em 332 a.C eles terminariam na mão de Alexandre Magno. Só Cartago sobreviveu... por enquanto.

Legado

A principal contribuição dos fenícios para História da humanidade está na invenção do alfabeto.

Por necessidade prática, os fenícios criaram sinais para representar os sons das palavras: 22 sinais gráficos correspondiam a sons de consoantes.

Foi adotado pelos arameus (habitantes da mesopotâmia, que falam aramaico) e pelos judeus. Mais tarde, completado pelas vogais, tornou-se o alfabeto dos gregos.

Os comerciantes marítimos acabaram divulgando essa invenção para as outras civilizações.

domingo, 5 de agosto de 2012

Macedônia - Parte I

Os macedônios habitavam o norte da Grécia e eram considerados bárbaros pelos gregos.

Estavam rodeados de outros povos humanos que os ameaçavam.



Uma nobreza territorial concentrava o poder e dominava a organização política da Macedônia.

Sua economia era essencialmente agrária e atrasada. Não tinham saída para o mar, o comércio era fraco. Eles usavam os portos gregos para repassar suas produções.


A organização da Macedônia por Filipe II

Interessa-nos o período em que Filipe II governou. Antes disso, porém, ele viveu em Tebas. Tinha ido pra lá por conta de uma promessa de ajuda militar feita aos tebanos pelos macedônios durante o período em que Tebas estava no auge.

Nesse período que ele ficou por lá, ele aprendeu sobre a vulnerabilidade dos Estados gregos, enfraquecidos pelas guerras e percebeu a melhor maneira de conquistá-los.

Aprendeu sobre o exército tebano, sobre suas armas (as longas lanças de madeira introduzidas pelo estrategista Epaminondas), etc.

Em 356 a.C, Filipe II assumiu pessoalmente o poder da Macedônia.

Sua primeira medida foi confiscar as terras dos grandes nobres e distribuí-las entre os milhares de camponeses.

Ganhou apoio dos camponeses - que foram incorporados ao exército, armados de escudos e grandes lanças - e diminuiu o poder da nobreza.

Em um lugar conhecido como Monte Pangeu, foram encontradas minas de ouro, que ajudou a política de expansão territorial que o Filipe queria começar.

Dominou vários territórios (colonias) que pertenciam à Atenas.

Filipe era um grande diplomata e ia ganhando adeptos sutilmente. Apenas um homem, chamado Demóstenes, alertava as pessoas de que os macedônios não eram confiáveis. Ele fazia discursos na Eclésia de Atenas para alertá-los. Esses discursos ficaram conhecidos como Filípicas.

Acontece que quando os atenienses tomaram consciência do perigo anunciado por Demóstenes, já era tarde demais.

Na Batalha de Queronéia, em 338 a.C., os exércitos macedônios derrotavam atenienses e tebanos; para em seguida tomar toda Grécia.

Muito esperto, ao invés de forçá-los a obedecer a macedônia como Filipe queria, ele respeitou a autonomia de cada Estado e preservou suas instituições.

Assim, ele reivindicava o direito de chefiá-los e, melhor, de organizá-los para enfrentarem os persas. Chegou a se tornar líder de uma liga militar - a Liga de Corinto.

Sob o comando de Parmênion (um general macedônio), gregos e macedônicos marchavam em direção a Ásia quando...

...a filha do Filipe II estava se casando e um aristocrata, furioso com Filipe II por conta de ofensas, o apunhalou e assassinou!

Quem foi o mandante do crime? Os nobres que haviam perdido o poder? As cidades gregas que queriam recuperar a independência? Alexandre, seu filho, para que pudesse subir ao trono? Ainda não sabemos ao certo.

Sabemos, porém... que Alexandre Magno tornou-se o rei da Macedônia. E sabemos também que foi um dos maiores líderes que a humanidade já conheceu!

terça-feira, 17 de abril de 2012


Diferentes maneiras de entender e contar o tempo

Em nossa sociedade, ter a vida “cronometrada” é coisa corriqueira. Sempre temos compromissos relacionados com o tempo: o horário da escola, das refeições, do trabalho, de tomar um remédio e por aí vai. Por isso estamos constantemente de olho no tempo... é quase impossível imaginar nossa vida de outro jeito.


Mas o que é o tempo?


Um padeiro tá sempre atento para quantos minutos o pão deverá permanecer no forno. Os pais ficam preocupados com o tempo que o filho passa na internet. Jogadores de futebol e torcedores ficam preocupados com o tempo de cada partida. Nós “enxergamos” o tempo de acordo com nossas necessidades. Esse tempo é marcado cronologicamente.


Por exemplo, em certas épocas e em certas regiões do mundo, muito tempo atrás, as pessoas não se preocupavam em saber quantos anos tinham. Nem sabiam! Não sabiam quando faziam aniversário, nem a hora do dia.


O que é cronologia? São as determinações de horários e datas que ordenam as coisas, desde coisas rotineiras de nossa vida, até acontecimentos históricos bem antigos.


Por exemplo, a história é divida cronologicamente em grandes períodos, que vão de uma data a outra. Um sucede o outro.






E o que o historiador deve pensar sobre o tempo?


O historiador estuda a cultura. A maneira como os seres humanos usam e aprendem sobre o tempo é o que o interessa para o historiador. Mas não só isso, ele também quer saber o que as pessoas fizeram em um determinado período de tempo.


O que é um período de tempo? Um espaço de tempo. Um período indica o espaço de tempo entre duas datas. Podem ser períodos curtos ou períodos longos.


Daí ele pode aprender como os homens em mulheres de uma determinada época pensavam, quais eram seus valores, o que vestiam, comiam, calçavam, como se divertiam, em que trabalhavam, estudar as formas de arte e o porquê de tudo isso.


Então o tempo histórico está relacionado ao modo de vida/cultura das pessoas. À história da humanidade.


O interessante do tempo histórico é que as mudanças que acontecem nele não são do mesmo jeito ou no mesmo ritmo de outros lugares, porque cada grupo humano tem um tempo e um ritmo próprios.


Vamos pegar como exemplo pessoas do campo e pessoas da cidade:


Quem vive no campo sabe que é muito importante o “tempo da natureza”, medido pelo dia e pela noite, pelas fases da Lua, pelas estações do ano. Afinal, essas divisões do tempo são essenciais para quem vive da agricultura, da criação de animais, da coleta de frutos, raízes e plantas em geração, ou caça e pesca. Precisam saber que época é melhor para semear e colher certos vegetais. Ou se vai pescar, tem que saber a época de reprodução dos peixes, o ritmo das marés e por aí vai.


E na cidade? Na cidade as preocupações são outras. Nós temos horário para pegar o ônibus, horário para evitar o trânsito na rua, horário que é perigoso ficar na rua, etc.


Formas diferentes de se ver e se organizar no tempo.


Graças a isso nós também podemos perceber que certas coisas mudaram no modo de vida das pessoas, enquanto outras permanecem iguais em certo período de tempo.


Calendário
Para identificar todos os momentos em que um fato histórico ocorre, ou seja, para datar um fato, nós devemos recorrer ao calendário, que serve para medir a passagem do tempo.


O calendário é um organizador e medidor do tempo.


Quem inventou o calendário? Ninguém sabe. O que se sabe é que diversas formas de calendário foram criadas por diferentes culturas. Por exemplo, o povo da babilônia, a milhares de anos atrás, organizaram o ano em 12 meses lunares, enquanto os maias, em 19 meses.


O calendário mais antigo de todos, que conhecemos, é o do Egito Antigo. Tem 6 mil anos e ele tinha como base a enchente anual do rio Nilo.


Os romanos contavam os anos a partir da fundação de Roma, correspondente ao ano 753 a.C do calendário cristão.


Nós usamos o calendário gregoriano. O papa Gregório VIII pegou o calendário Juliano (elaborado por ordem de Júlio César) e o reformulou, retirou 11 minutos e 14 segundos de lá. Isso foi o suficiente para darmos outro nome a ele.


É o calendário que está em vigor na maioria dos países. Também é conhecido como calendário cristão, e ele conta o ano com 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos.


Além do calendário gregoriano, há outros três calendários ainda em uso: o chinês, o dos judeus e o dos muçulmanos.


domingo, 8 de abril de 2012

Conceituando a História

A palavra “História” tem suas origens na palavra grega Historíai, que significa investigação. Quem a escreveu foi o estudioso grego chamado Heródoto que viveu no século IV a.C.

“Uma pessoa não entra duas vezes no mesmo rio, porque na segunda vez não será a mesma pessoa, nem o mesmo rio”.

O que é a História e seus estudos?

São paradigmas, estruturas ou teorias que usamos para apreender a realidade. Podemos chamar esses modelos de conceitos.
Conceito: opinião, idéia, juízo; aquilo que a mente concebe ou entende; representação geral ou abstrata de uma realidade.
Abstrato: intangível, intocável, o que se considera existente no domínio das idéias e sem base material.
O historiador não estuda simplesmente o passado, ela o usa como um conceito/objeto da História.
Objeto: O objeto de estudo não é o eixo central. Seu objeto de estudo pode ser uma série de registros oficiais da Igreja, documentos do Estado, etc, mas nesse caso, são apenas monumentos concretos que representam parcelas do passado, mudanças e produções humanas.
Representar: Trazer à memória, significar, simbolizar.
Passado: O passado é um conceito sobre o qual o historiador se debruça, um conceito abstrato, a fim de atingir o seu objetivo. O passado é uma construção cognitiva.
Os agentes e sujeitos principais para o estudo da história estão na frase de Marc Bloch:
“Onde houver um humano, ali haverá história”
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Nessa história que vamos estudar, aprender, descobrir ou recordar, vamos perceber coisas com que já estamos habituados a lidar, como fatos, datas e concretudes que caminham lado a lado com sua conseqüência, uma história imaginária formada por personagens, literaturas, cinemas, televisão, quadrinhos, teatro e todo um imaginário histórico que independe de nossa vontade ou consciência, mas que faz parte do que somos e da cultura na qual estamos inseridos, que espelha a própria história e tudo o que entendemos hoje por realidade.

Em sala:
1)      Como o ser humano reconhece o universo ao seu redor?
2)      Qual é o foco (sujeito) principal do estudo da História?
3)      Elabore um pequeno texto explicando a frase abaixo a partir do que aprendemos em sala de aula.
“Uma pessoa não entra duas vezes no mesmo rio, porque na segunda vez não será a mesma pessoa, nem o mesmo rio”

Para casa:
(Dica: usem o dicionário)
1-) O que são paradigmas/estruturas e teorias?
2-) O que é o passado e por que ele pode ser considerado um ato cognitivo?

Criacionismo e Evolucionismo (Introduzindo pré-história)

Criacionismo: Usa de um discurso mítico religioso para explicar a origem do homem e do universo.
Ismo:  Sufixo de origem grega, que exprime a idéia de Sistema.
Quem usa, ou crê no criacionismo?
Normalmente são os religiosos, mas não necessariamente. É com o criacionismo que podemos ver na mitologia gregra a criação do homem e do universo. Não só na mitologia grega, como também nos mitos cristãos.

Evolucionismo: Usa de um discurso científico para explicar a origem do homem e do universo.
Surgiu no século XIX, o Século das Luzes. Um importante movimento existia nessa época: O Iluminismo.
Quem usa, ou crê, no evolucionismo?
Normalmente são os cientistas, mas não necessariamente. Assim, físicos (com a teoria do Big Bang), químicos, biólogos, naturalistas, buscam explicações para origem do homem e do universo a partir de aspectos sensíveis.
Charles Darwin elaborou a teoria da Seleção Natural, que publicou em 1859.
O combate:

Criacionismo X Evolucionismo
Segundo o evolucionismo, os seres vivos (animais e vegetais) são resultados da evolução de organismos mais simples, que foram passando por transformações ao longo do tempo, até chegar ao que conhecemos.
E no mito? As transformações vão acontecendo ao longo do tempo? Como nasceu o homem segundo o mito cristão? Do barro.
Se um contradiz o outro, significa que eles não se darão muito bem. Quais as conseqüências?
A igreja no século XIX ainda era muito influente, e o evolucionismo, uma nova corrente. Foi muito difícil o evolucionismo conseguir adeptos. Tudo acontece muito devagar.

Comparação:
Orkut X Twitter
Se um é antagônico ao outro, o que é preciso fazer para que pessoas se tornem mais adeptos de um e menos de outro? É preciso convencer. Como você faz isso?
No caso do Orkut e do Twitter, eles inventarão novos aplicativos, para que nos interessemos.
No caso do criacionismo e do evolucionismo, eles inventarão novas teorias, para explicar aquilo que o outro não pode. Entenderam? Duvidas?
Independente de qual for a verdade, o que é importante é que o homem surgiu, e com ele, toda uma cultura. Este primeiro momento é o que chamamos de Pré-História.
Pré-História e o período Paleolítico
Livro usado: História, MODERNA (5º série)

Por que Pré-História?
Para os homens do século XIX, que inventaram o termo, a história era estudada a partir de registros escritos, como por exemplo, a literatura grega, bem antiga. Quando eles descobriram esses povos mais antigos ainda, não encontraram registros escritos para escreverem a História deles, portanto, deu-se o nome de Pré-História, que vai até o ano 4.000 A.C.

A gente costuma dividir a existência de vida desses homens em três períodos: Idade da Pedra Lascada, Idade da Pedra Polida e Idade do Ferro.

Paleolítico:
Palaiós = antigo / líthos = pedra
Foi quando surgiram nossos primeiros ancestrais, e eles usavam instrumentos de pedra, a aproximadamente 12 milhões de anos atrás, até 12 mil anos atrás.
Nesse período que os homens começaram a se comunicar, e passar informação de geração para geração.
Viviam da caça, da pesca e da coleta de frutas e raízes, mas não sabiam cultivar plantas nem criar animais, por isso quando os alimentos começavam a acabar, eles eram obrigados a mudar de moradia, iam para outra cabana, ou outra gruta.
Como eles não tinham moradia fixa, a gente dá o nome a eles dê... Nômades.
Foi na África, alguns datam de 30 mil anos atrás, que surgiram dentre as milhares de espécies parecidas, uma figurinha chamada Homo Sapiens. Nós!
Homo Sapiens.
Homo = homem. Sapiens = Sapiência.
No final do paleolítico, vão aparecer exímios artistas, com as pinturas rupestres (latim: rupes = rocha). Que existem no Brasil também.
Essas imagens, e também o arco e flecha, as lanças e vários utensílios surgiram num período chamado de Mesolítico, que é um período de transição entre o paleolítico e o neolítico.

Lição de casa:
Exercícios 1, 2 e 3 da página 48 do livro.
Leitura da página 52 até a página 60 para próxima aula. Trazer as duvidas.



Formação da terra
Uso de slide: No email elderakm, título: Slides - Formação da terra, etc.

Irrupções: rápidas erupções
Silicato: mineral.

Paisagem Primitiva: a Terra esfria
Podemos ver então como se formaram as rochas e as massas continentais. A partir do resfriamento da lava, e das rochas, do magma.

Paisagem Primitiva: a chegada das águas
Com o esfriamento da terra, temos as águas escoando de maneira mais livre, separadas do solo magmático
.
O Oceano primitivo
Ou seja, muita dessa água virou vapor... e caiu em forma de chuva. Ao cair na lava, ela voltava a se tornar vapor, e voltava a cair em forma de chuva. Conforme a terra foi esfriando, a chuva foi deixando de se tornar vapor... e foi se acumulando. Claro que as águas eram ácidas nesse período ainda, não se podia beber, além de serem quentes. Mas gradualmente a coisa foi mundo, ao longo de milhares e milhares de anos.

Surgem as florestas primitivas e os primeiros répteis
Período Carbonífero : Há 350 milhões de anos aproximadamente surgiram às florestas primitivas e os primeiros répteis. O homem surgiu na terra entre 3 ou 4 milhões de anos atrás. Só para vocês terem uma idéia comparativa.

Primeiros anfíbios
Anfíbios são animais de pele fina e úmida, na qual não ocorrem pêlos ou escamas externas. São animais que não incapazes de manter a temperatura de seu corpo constante por mecanismos externos, por isso são chamados animais de sangue frio ou pecilotérmicos.

A era dos dinossauros
Era Mesozóica 
Teve início há cerca de 220.000.000 de anos sendo dividida em três períodos: Triássico, Jurássico e Cretáceo.
- Período Triássico
Iniciado a 220.000.000 de anos. Primeiros dinossauros. [Passar Slide]
- Período Jurássico 
Iniciou-se há 180.000.000 de anos. Evolução dos dinossauros e aparecimento das primeiras aves sem dentes.
- Período Cretáceo 
Iniciado há cerca de 135.000.000 de anos o período cretáceo se caracteriza pela extinção dos dinossauros e aparecimento dos... [Passar slide].

Primeiros Mamíferos
Era Cenozóica 
Também conhecida como a era dos mamíferos iniciou-se há 65.000.000 de anos sendo dividida em períodos: Terciário e Quartenário.

[Próx: O surgimento da vida]

Pré-História - Evolução do Ser Humano
Uso de slide: No email elderakm, título: Slides - Formação da terra, etc.

Toumai, foi encontrado no Chade, no centro da África, em 2002. Os cientistas acreditam que Toumai pode demarcar o período em que homens e macacos teriam se separado definitivamente na linha evolutiva. É o que a gente chama de “Elo perdido”

Anamensis 94 – Viveu no período Terciário, da era Cenozóica.

Afarensis 78 – é a Lucy, aquele esqueleto encontrado no sul da África, quase completo.

Africanus – foi encontrado em 1924. Antes da Toumai, o cientista que o encontrou acreditava que ele era o “Elo perdido”. O que é o “Elo Perdido”?

Garhi 1996 - Também pensaram ser o “Elo Perdido” entre os gêneros australopithecus e o homo. Mas os estudos não confirmaram essa teoria. O que eles perceberam é que o Garhi era o mais avançado dos australopithecos e foi contemporâneo aos ancestrais do gênero Homo.

Homo habilis – “habilis”, de habilidade, porque construía e utilizava ferramentas. Alguns o consideravam um antepassado direto do homem moderno, mas isso não é consenso.

Ergaster – Alguns já acreditavam que estes já poderiam ter controlado o fogo.

Erectus – Estes sim, provavelmente foram os primeiros a usar o fogo. E também habitavam cavernas. Temos aí nosso “homem das cavernas”.

Heildelbergensis – não foi um antepassado direto do homem moderno, mas ele apresenta características gerais intermediárias entre o erectus, o ergaster e o sapiens. O primeiro fóssil desse grupo foi encontrado próximo a Heidelberg, na Alemanha.

Neandertal – esse habitava a Europa cerca de 300.000 anos atrás até 30.000 anos atrás. Coexistiu com o homo sapiens. Alguns até consideram o neandertal uma subespécie do homo sapiens. Assim como o homo sapiens sapiens é uma subespécie do homo sapiens.
Guerras Médicas

Existiam inúmeras colônias gregas no litoral asiático do mar Egeu, assim como nas costas do mar negro. Entre essas colônias, havia um comércio movimentado que contribuía para o enriquecimento de muitas cidades.

Um rei, chamado Dario I, da Pérsia, conquistando as colônias gregas que existiam lá. Uma dessas cidades, chamada Mileto, se revoltou mais do que as outras com os invasoras, mas foram vencidos e tiveram sua cidade destruída.

A partir daí o mundo grego, unido, passou a enfrentar o império persa. Depois que Mileto foi destruída, Dario I voltou-se contra os gregos, organizado uma poderosa expedição para conquistar seus territórios.
Vieram a pé, de barco, de tudo, mas os gregos, unidos, estavam preparados e passaram a derrotar todos os persas. Depois de muito apanhar, Dario I voltou pra suas terras, mas não desistiu. Na verdade, voltou só para planejar um novo ataque.

O destino, porém, o impediu de maneira muito eficaz. O destinou o pegou de jeito e o matou. Passaram-se 10 anos de paz, até que um novo inimigo surgisse.  O filho de Dario I, Xerxes, organizou uma segunda expedição Persa contra a Grécia. Preparou o mais poderoso exército que a Antiguidade conheceu, uma força militar muito maior do que os gregos poderiam enfrentar.

As cidades gregas entraram em desespero. Não queriam mais lutar, não queriam mais se defender, com medo de represálias mais tarde. Algumas chegaram a passar para o lado inimigo.

Assim, o exército de Xerxes marchou em direção aos pobres gregos. Foi quando um carinha chamado Leônidas, grego, teve uma grandíssima idéia. Ele sabia que para o exército persa chegar até as cidades gregas na península, eles teriam de passar por um lugar estreito, que ficava entre o mar e a montanha, chamado de Desfiladeiro das Termópilas. Como a passagem era estreita, independia o fato de haver milhares e milhares de inimigos... eles não poderiam passar ao mesmo tempo. Se passassem, a Grécia estaria a um passo de seu fim.

O exército Persa passou pelo desfiladeiro e chegou até Atenas, em 480 A.C, incendiando toda cidade. Os atenienses fugiram, não tinham chances contra os Persas em terra. Foi quando um homem chamado Temístocles decidiu reunir toda sua esquadra de navios e partir para a luta marítima. Seus 380 navios teriam de enfrentar pelo menos 1200 navios Persas e, dessa vez, surpreendentemente, a poderosa esquadra persa foi destroçada pelos gregos, na luta que foi chamada de Batalha de Salamina.

As lutas continuaram e os Gregos pareceram recuperar o fôlego, passaram a vencer os Persas em algumas lutas. Até que os atenienses decidiram organizar uma aliança com cerca de 150 cidades sob sua liderança.
Elas forneceriam materiais, recursos e homens para a luta. Essa união foi chamada de Liga de Delos, porque todo tesouro que conseguiram reunindo suas forças, guardaram no templo de Apolo, que ficava a ilha de Delos.

“Todos unidos jamais serão vencidos”, a Liga de Delos expulsou os persas de suas terras e venceram a guerra em 465 A.C. Isso não significou o fim do império persa, na verdade, ao chegou a ser nem mesmo um prejuízo muito grande, mas garantiu a sobrevivência do povo grego e a partir daí seria o início do período mais brilhante da história grega.

O século de Péricles e o apogeu da democracia, do século 443 até 429.



Atenas e Esparta
Livro didático: História, Sociedade e Cidadania, FTD (5º série)

Póleis –> Cidades-estado independentes umas das outras.

Assim, um ateniense era considerado estrangeiro em Esparta; qualquer espartano seria estrangeiro em Atenas, apesar de todos serem gregos.

Às vezes mais do que independentes, as cidades-estados chegavam a ser inimigas e travarem guerras entre si, apesar de falarem a mesma língua, terem a mesma religião e seguirem os mesmos costumes e tradições.

O motivo de seu isolamento político provavelmente foi a origem diferente dos povos que as edificaram (aqueus, eólios, jônios e dórios).

As cidades-estado gregas conheceram a maioria dos sistemas de governo existentes hoje e a monarquia foi o regime político inicial em todas as póleis gregas; todas elas foram, pelo menos inicialmente, governadas por reis.

Em Atenas a monarquia existiu apenas em tempos muito remotos, como na época de Teseu. Outro sistema que passou por Atenas foi a oligarquia, em que o poder fica dividido entre pessoas que pertenciam às famílias mais importantes de uma cidade (oligarquia significa “governo de poucos”).

Houve governos oligárquicos em Atenas e em outras cidades-estado gregras, onde a aristocracia – classe formada pelos nobres – conseguiu assumir o poder, substituindo os reis.

Em algumas cidades, os governos oligárquicos foram derrubados pela força. Aqueles que assumiam o poder em seguida eram conhecidos como tiranos. A tirania – governo dos tiranos – se estabelecia e se mantinha no poder por meio da força. Essa era uma forma de governo que boa parte dos gregos, principalmente em Atenas, consideravam péssima.

Ler página 189, “Os gregos e suas ‘’colônias’’.
Na Grécia, a partir do século VIII a.C., o uso do ferro na fabricação de pás, enxadas e demais instrumentos agrícolas levou a um aumento na produção de alimentos e a população passou a crescer em ritmo acelerado. Consequentemente, começaram os conflitos por terra entre os membros dos gené. Como a divisão das terras era feita com base no grau de parentesco ou no prestígio, uns ficaram com muitas terras, outros, com poucas, e muitos sem terra.
Havia pequenos proprietários que não conseguiam esperar o tempo necessário ao crescimento das árvores que plantavam; com isso, contraíam dívidas e, não podendo saldá-las, tornavam-se escravos dos grandes proprietários. A falta de terras férteis e a escravização por dívidas estimularam muitos gregos a buscar novas terras em regiões distantes. Os gregos então fundaram dezenas de novas cidades (as colônias) na orla do Mar Mediterrâneo. Por possuir um número grande de colônias gregas, o sul da Itália foi chamado de Magna Grécia (Grande Grécia).
No mundo grego, havia grande número de cidades-Estado, como Atenas, Esparta, Tebas, Mégara, Corinto e Mileto. Vamos destacar duas delas: Atenas e Esparta.

Vamos pegar duas cidades-estados que se destacam e estudá-las: Atenas e Esparta.
Vamos começar por Atenas, que ficava na região do Peloponeso:
Ler página 190, “Atenas, berço da democracia”.

Atenas foi fundada pelos jônios, por volta do século X a.C., em uma colina, a poucos quilômetros do mar. Como a região possuía bons portos naturais, os atenienses, desde cedo, voltaram-se para a pesca, a navegação e o comércio marítimo.

Atenas conservou a monarquia por muito tempo, até que os aristocratas acabaram por tomar o poder do basileu. Criou-se então um conselho - composto por eupátridas (donas de latifúndios e escravos), com a função de regular a ação dos arcontes, que governavam Atenas.

Arcontado - era composto por nove arcontes.
Arconte polemarco - tinha poder militar e de julgar os estrangeiros;
Arconte epônimo - representava o poder religioso;
Arconte thesmothetas - em número de 6, tinham o poder judiciário sobre os thetas (trabalhadores do campo e cidade) e geogóis (pequenos proprietários agrícolas).

Havia também os demiurgos, que eram comerciantes em geral. E os escravos: prisioneiros de guerra, sem direitos políticos. Foi assim até o século VI a.C.

As lutas entre as classes sociais, a instabilidade, o crescimento da pólis e o desenvolvimento do comércio foram fatores que motivaram o surgimento de reformas, feitas por legisladores.

Dentre esses legisladores, estava Drácon, que, em 621 a.C, organizou e registrou por escrito as leis que até então se baseavam na tradição oral e eram conhecidas apenas pelos eupátridas. Ainda assim, porém, os privilégios sociais de alguns foram mantidos e os choques continuaram.

Foi quando o legislador Sólon (594 a.C) deu início a reformas mais ambiciosas. Eliminou várias dívidas, libertou os escravos por elas, e dividiu a sociedade de acordo com o padrão de renda dos indivíduos.


Aí, o critério de riqueza passou a determinar os privilégios, abrindo espaço para ascensão política dos ricos demiurgos. Isso não alegrou os aristocratas... nem o povão... e os conflitos continuaram! 

Foi então quando surgiu um homem chamado Pisístrato, que tomou o poder da oligarquia e governou na tirania por mais de 30 anos (561 a.C a 527 a.C)... ele diminuiu os confrontos e promoveu várias obras públicas, gerando emprego para os thetas e geogóis descontentes. Depois que morreu, seus filhos começaram a governar, mas não eram como o pai e perderam o apoio popular.

Em 510 a.C, numa revolta liderada por Clístenes, ele sobe ao poder; promovendo mais uma reforma das leis. Foi ele quem estabeleceu as bases de um governo democrático.

A cidade que era apenas dominada pelos ricos, passou a ter também a participação dos cidadãos mais pobres.


Porém, diferente de hoje em dia, mulheres, estrangeiros e escravos, ou seja, a maioria da população, não tinham direito a cidadania e não podiam participar de nenhuma decisão ou governo da cidade.

Ler página 190, Nasce a idéia de cidadania.
No início do século VII a.C., uma mudança nas táticas de guerra gregas acabou contribuindo para o nascimento da ideia de cidadania na Grécia. Até então, apenas os aristocratas combatiam no exército, geralmente a cavalos, e somente eles eram considerados cidadãos. Porém, com o aumento das guerras entre as cidades, formou-se a infantaria, isto é, homens que combatiam a pé e com armas leves. Os membros da infantaria, os hoplitas, que geralmente eram pequenos proprietários de terra, começaram a exigir o direito de participar da vida política da cidade. Assim, nascia na Grécia antiga a ideia de cidadania.


Mas diferente de hoje em dia, a democracia ateniense era direta e não representativa. “Quê?”
Como o número de cidadãos não era muito grande, eles se reuniam em praça pública para discutir e votar diretamente a favor ou contra as leis postas em discussão.

Hoje em dia nós elegemos um representante e eles fazem a votação por nós.

Todo o cidadão era obrigado a participar das reuniões da Assembléia, caso não aparecesse, recebia uma multa.

A democracia é importante para a história da humanidade porque foi o primeiro exemplo de um governo do qual os próprios governados podiam participar. Clístenes foi o "pai da democracia", que durou pouco, mas foi responsável pelo esplendor do “Século de Péricles”, considerado o período mais importante da história da Grécia.

Ler página 192, “O século de Péricles”.
A partir de 450 a.C., sob a liderança de Péricles, a democracia ateniense foi aperfeiçoada: criou-se um tribunal popular para julgar toda espécie de causas. Nesse tribunal, o próprio júri fazia o papel de juiz, isto é, dava a palavra final. Para que mais pessoas pudessem participar da Assembleia do Povo, Péricles instituiu uma remuneração, permitindo que os mais pobres deixassem suas ocupações por um tempo para participar da política. Além disso, promoveu a reconstrução da parte alta de Atenas, destruída pelos persas.


[DIALOGANDO] Imagine que você precise tomar uma decisão com um grupo e que a maioria tenha uma opinião contrária à sua. Você faria o que a maioria decidiu sem reclamar?

Divisão social de Atenas
Eupátridas (aristocracia)
Camponeses, artesãos. (entre metecos e eupártidas)
Metecos (estrangeiros)
Escravos

Agora vamos ver Esparta, localizado? :
Ler página 194, “Esparta” – Primeiro parágrafo, apenas.
Esparta era muito diferente de Atenas, a começar pela localização. Estava situada na Península do Peloponeso, entre altas montanhas, e não tinha saída para o mar. A cidade foi fundada pelos dórios, que logo conquistaram os povos vizinhos e os submeteram a seu domínio. Desde o começo, portanto, Esparta mais parecia um acampamento militar.

Na cidade de Esparta, o governo era exercido simultaneamente por dois reis e dele participavam duas assembléias: Ápela, formada por representantes do povo, e a Gerúsia, um conselho de anciãos. O poder dos reis espartanos era limitado: magistrados conhecidos como éforos vigiavam suas atividades.

As leis de Esparta foram elaboradas por Licurgo, o legislador que transformou a cidade em um Estado militarista. Depois das reformas de Licurgo, os espartanos passaram a viver em função da guerra e se preocupavam em ser soldados perfeitos.

[DIALOGANDO] Você preferiria ser ateniense ou espartano? O que o fez pensar assim?


Introduzindo a Creta

Livro didático: História, Sociedade e Cidadania, FTD (5º série)



Creta foi o cenário de uma das mais antigas lendas conhecidas pelos gregos:

- A lenda do minotauro.
A lenda do minotauro e algumas outras referências à ilha de Creta são encontradas em obras literárias antigas e foram, durante muito tempo, as únicas informações conhecidas a respeito da civilização cretense.

Foi então que, no início do século XX, as descobertas de Arthur Evans em Creta assombraram o mundo.

- Arqueologia (ele desenterrou as ruínas de Cnossos, que foi a capital da ilha).

- Foram encontradas jóias preciosas, vasos de cerâmica, pinturas e estatuetas de acabemento primoroso.  Mas mesmo um século depois, ainda há poucas informações sobre o passado da ilha de Creta.

Entre as ruínas das cidades, encontraram-se milhares de plaquinhas de argila cheias de inscrições.

Eram três os tipos de escrita: uma hieroglífica e outras duas, que receberam o nome de Linear A e Linear B.

Em 1952, um inglês – Michael Ventris – conseguiu decifrar a escrita Linear B.

Mas isso não contribuiu muito para o esclarecimento do passado cretense.

Essas inscrições continuam apenas listas de nomes de funcionários, de trabalhadores e algumas mercadorias, por isso as informações sobre Creta vem essencialmente dos arqueólogos.


Mas podemos colher informações também das pinturas que existiam no palácio ou nas cerâmicas, é daí que conseguimos compreender alguns aspectos da vida cotidiana de quem vivia na ilha.

O que sabemos é que, os indicativos demonstram que os reis cretenses estendiam seu poder a inúmeras ilhas do mar Egeu e até mesmo ao território da Grécia.

Ora, quando faz referência ao envio de rapazes e moças para Creta, a história do Minotauro parece estar encobrindo, sob a forma de lenda, algum tributo que os atenienses eram obrigados a pagar ao governo da ilha.

Enquanto as civilizações dos egípcios, dos mesopotâmicos e de outros povos da Antiguidade desenvolveram-se graças à agricultura, os cretenses criaram o primeiro império antigo cuja base econômica foi o comércio marítimo.

Ler: A civilização cretense, p. 184.

- A conquista
Em 1450 a.C. Creta foi conquistada pelos arqueus, proveninentes da península do Peloponeso. Os invasores conquistaram suas cidades, destruíram seus palácios, e a civilização cretense nunca mais se recuperou.

- A civilização micênica
Um outro arqueólogo, chamado de Heinrich Schliemann, em 1871, descobriu na Ásia menor as reuínas de uma cidade que identificou como Tróia.

Poucos anos depois, fazendo novas escavações, agora na Grécia, descobriu os restos de duas outras cidades: Micenas e Tirinto.

Essas cidades foram fundadas pelos aqueus. Um grupo guerreiro, que vivia da guerra, lutando e saqueando cidades.

Ler: A civilização micênica, p. 186.

Portanto, foram esses quem conquistaram Creta e adotaram sua civilização, permitindo que esta sobreviesse por mais de duzenos anos após a destruição de Cnossos.

Foram também os aqueus os organizadores da expedição que conseguiu reduzir Tróia a ruínas. Como eles conseguiram?

Ler: O cavalo de tróia, p. 186. Depois ler quadrinhos da página 181.

A civilização micênica sobreviveu até aproximadamente 1200 a.C., quando a Grécia foi invadida pelos dórios.

A partir daí, há um grande mistério sobre o que aconteceu na Grécia, já que os palácios foram destruídos, a escrita foi esquecida, e a herança cretense foi posta de lado.

Esse período de “trevas” se estendeu por 450 anos.

Durante esse período, há estimativas de que houve uma luz... uma das mais importantes para todos nós, nesse período de “trevas” gregra.

No século VIII surgiu uma pessoa chamada Homero, a quem muitos defendem ser o escritor da Odisséia e Iliada.

Ler: O genos, p. 188.

O tempo do Historiador
Em nossa sociedade, ter a vida “cronometrada” é coisa corriqueira. Sempre temos compromissos relacionados com o tempo: o horário da escola, das refeições, do trabalho, de tomar um remédio e por aí vai. Por isso, estamos constantemente de olho no tempo. É quase impossível imaginar a nossa vida de outro jeito.
Mas nem sempre foi assim e não é assim em todas as partes do mundo. Vamos estudar algumas dimensões de tempo:

Tempo Cronológico
Um padeiro certamente estará atento para quantos minutos o pão deverá permanecer no forno. Pais poderão estar preocupados com o tempo que seu filho passa na internet. Jogadores de futebol e torcedores preocupam-se com o melhor aproveitamento do primeiro e do segundo tempo de cada partida. Você deve se preocupar em tomar os remédios no horário exato.
Todo tempo medido está dentro do que consideramos como “cronológico”. Tempo do relógio, dos meses, do dia, etc.

Tempo Histórico
Mas, e o historiador, o que ele pensa sobre o tempo? O modo como as pessoas “veem” o tempo é um dos objetos de estudo do historiador, mas ele se interessa por muito mais coisas: estudar o que as pessoas fizeram em determinado período de tempo (espaço de tempo entre duas datas); entender como homens e mulheres de uma determinada época pensavam e quais eram seus valores; saber o que adultos e crianças vestiam, comiam,  calçavam; como se divertiam, em que trabalhavam, de onde tiravam seu sustento; e por aí vai.
O tempo histórico é tudo aquilo que está relacionado ao modo de vida (a cultura) das pessoas.
O tempo do historiador está cheio de pessoas, de movimentos humanos, de máquinas, de ambientes, animais e objetos de todo tipo. Está cheio de pensamentos, de emoções, de sensações de pessoas que viveram em uma ou outra época. Está cheio de palavras, imagens, sons que de algum modo fizeram parte da vida dessas pessoas.
O tempo do historiador é o tempo de todos que tenham deixado algum vestígio de sua existência, o qual venha a ser por ele estudado.

Mudanças e permanências
O historiador também está interessado em compreender por que certas coisas mudaram no modo de vida das pessoas, enquanto outras permanecem iguais em certo período de tempo.




1)      O que se pode concluir observando as imagens da segunda página?
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2)      O que a História estuda?
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3)      O que são fontes históricas? Cite alguns exemplos.
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4)      Assinale a alternativa correta.
a)      A História estuda somente o passado.
b)      A História estuda o passado e o presente, bem como a relação entre os tempos antigos e os atuais.
c)       A História estuda apenas datas, fatos e nomes de personagens importantes.
d)      A história estuda o passado para julgá-lo e não para compreendê-lo.

5)      Afinal de contas, quem faz a História?
a)      Os grandes homens: reis, generais, presidentes.
b)      A História é feita pelas elites.
c)       A História é feita pelos políticos que ganham as eleições.
d)      A História é feita por todos nós: mulheres e homens, ricos e pobres, crianças e adultos.